Mercados

Wall Street avança com setor de tecnologia após ‘sell-off’ com sinalização mais dura do Fed

18 jun 2026, 10:33 - atualizado em 18 jun 2026, 10:44
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(Imagem: 400tmax/Getty Images Signature)

Os índices de Wall Street começaram o pregão desta quinta-feira (18) em recuperação após o “sell-off” da véspera após as falas mais duras do novo chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, sinalizando uma política monetária mais restritiva à frente.

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Confira o desempenho dos índices após a abertura do pregão:

  • Dow Jones: +0,79%, aos 51,899.78 pontos;
  • S&P 500: +1,19%, aos 7.508,73 pontos;
  • Nasdaq: +1,56%, aos 26.427,164 pontos.

O que mexe com Wall Street hoje?

Os investidores norte-americanos ainda digerem as falas do novo presidente do banco central dos EUA, Kevin Warsh, e o gráfico de pontos das projeções individuais dos dirigentes do Fed, que indicam um juro mais elevado ao fim de 2026.

O Fed manteve a taxa de juros inalterada no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano, conforme amplamente esperado pelo mercado, em decisão unânime.

No entanto, após a divulgação do gráfico de pontos, conhecido como dot plot, e das falas de Warsh reiterando o compromisso de controlar a inflação, a ferramenta Fed Watch, do CME Group, adiantou uma possível alta nos juros dos EUA de outubro para setembro.

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Por volta das 10h10 (horário de Brasília), 70,7% dos agentes do mercadov previam aumento nos juros norte-americanos pelo Federal Reserve, enquanto 29,3% esperavam manutenção. Além disso, a possibilidade de alta também começou a aparecer já para a reunião de julho do BC dos EUA, com probabilidade de 36,3%.

Já no cenário geopolítico, Estados Unidos e Irã divulgaram na quarta-feira (17) o texto de um acordo provisório que seus presidentes assinaram para pôr fim à guerra. Contudo, o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou novamente que pode retomar os ataques e matar autoridades iranianas caso os compromissos não sejam cumpridos.

Trump, participando do G7 com outros líderes na França, também retirou pelo menos uma de suas razões declaradas para atacar o Irã em primeiro lugar, dizendo que seria “injusto” Teerã não ter mísseis balísticos, tendo prometido anteriormente destruí-los.

Ele também chamou os iranianos de “pessoas inteligentes”, enquanto negociadores norte-americanos e iranianos trabalham em uma trégua permanente nos próximos 60 dias, o que, segundo Trump, ele espera que traga paz ao Oriente Médio e reduza os preços do petróleo.

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Pela manhã desta quinta-feira, três petroleiros com bandeira saudita, transportando 6 milhões de barris de petróleo, atravessaram o Estreito de Ormuz, poucas horas depois da assinatura do memorando de paz entre EUA e Irã.

Em reação, os preços do petróleo voltaram a registrar os menores patamares desde o início da guerra. Por volta de 10h20 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto recuavam 1,77%, a US$ 78,14 o barril, no pregão eletrônico da Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinha perdas de 2,75%, a US$ 74,68 o barril, no mesmo horário.

Em destaque, as ações ligadas a semicondutores operavam em forte alta, em especial as da Intel (+10%) após sinalizações de que a companhia terá parceria com a Apple. A Nvidia e a Micron Technology também avançam 1% e 5%, respectivamente. O ETF iShares Semiconductor (SOXX) salta quase 5%.

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Segundo plano

De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu quatro mil na semana encerrada em 13 de junho, para 226 mil. O resultado ficou marginalmente acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam queda para 225 mil solicitações.

O total de pedidos da semana anterior foi revisado para cima, de 229 mil para 230 mil.

Já o total de pedidos continuados mostrou acréscimo de 24 mil na semana encerrada em 6 de junho, para 1,810 milhão, superando a projeção de 1,789 milhão da FactSet. O indicador é divulgado com uma semana de atraso.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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