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Wall Street recua com escalada da tensão no Oriente Médio e nova disparada do petróleo

19 mar 2026, 10:50 - atualizado em 19 mar 2026, 11:09
Mercado Mercados Ibovespa Morning Wall Street Agenda
(Foto: Reuters/Andrew Kelly/File Photo)

Os índices de Wall Street abriram em queda pela segunda sessão consecutiva, com a escalada dos ataques no Oriente Médio, nova disparada nos preços do petróleo e falas mais conservadoras do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

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Confira o desempenho dos índices por volta de 10h40 (horário de Brasília), logo após a abertura:

  • Dow Jones: -0,61%, aos 45.944,24 pontos;
  • S&P 500: -0,80%, aos 6.571,68 pontos; 
  • Nasdaq: -1,11%, aos 21.905,78 pontos.

Wall Street recua

No 20º dia de conflito no Oriente Médio, os investidores acompanharam ataques do Irã a instalações de gás no Qatar, como resposta aos ataques israelenses de quarta-feira (18) ao campo de gás South Pars, no país persa.

Além disso, Teerã disparou mísseis contra a Arábia Saudita. Na véspera, o Irã já havia emitido alerta de ataques a alvos de petróleo e gás em todo o Golfo.

A estatal do petróleo do Qatar, QatarEnergy, relatou “danos extensos” depois que a cidade industrial de Ras Laffan, um centro da indústria de energia, foi atingida por mísseis iranianos.

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A Arábia Saudita disse ter interceptado e destruído quatro mísseis balísticos lançados em direção a Riad nesta quarta-feira e uma tentativa de ataque de drones a uma instalação de gás no leste do país.

A escalada ameaça piorar uma desorganização sem precedentes no fornecimento global de energia, o que elevou os riscos políticos para o presidente dos EUA, Donald Trump. Os preços dos contratos futuros do Brent para maio chegaram a US$ 119 nesta manhã.

Trump disse que Israel não repetirá mais ataques como os de ontem ao Irã, a menos que Teerã retalie.

No front econômico, o discurso do atual chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, foi lido como mais conservador pelo mercado, sem sinalizar abertura para cortes no juros diante das incertezas com o conflito no Oriente Médio e pressões na inflação no curto prazo.

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Powell destacou que a inflação, já antes da guerra, estava em níveis incômodos ao banco central norte-americano e comentou que foi discutida a possibilidade de alta nos juros como próximo movimento do Fed. No entanto, um aumento não faz parte do cenário-base dos dirigentes.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a expectativa de manutenção da taxa de juros entre 3,5% e 3,75% prevalece até o começo do segundo semestre de 2027.

Nesta manhã, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu inesperadamente na semana passada, indicando condições estáveis no mercado de trabalho e uma recuperação no crescimento do emprego em março.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 8.000, para 205 mil, em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 14 de março, informou o Departamento do Trabalho. Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.

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As demissões permaneceram relativamente baixas, mesmo com as empresas relutando em aumentar o número de funcionários devido ao que os economistas disseram ser a incerteza causada pelas tarifas de Trump.

*Com informações de Reuters 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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