Wall Street abre em queda com avanço de tensão no Oriente Médio
Os índices de Wall Street abriram nesta terça-feira (3) no terreno negativo, reagindo à intensificação do conflito no Oriente Médio, iniciado no último final de semana.
O Irã fechou o Estreito de Ormuz, responsável pelo comércio marítimo de 20% da produção de petróleo global, e ameaçou colocar fogo em embarcações que tentassem atravessar a região.
Consequentemente, o petróleo Brent subia 7,76%, a US$ 83,77, por volta das 11h39 (horário de Brasília).
Confira o desempenho dos índices após a abertura:
- Dow Jones: -1,86%, aos 47.997,53 pontos;
- S&P 500: -1,81%, aos 6.757,33 pontos;
- Nasdaq: -2,12%, aos 22.266,12 pontos.
Conflito EUA-Israel e Irã
No quarto dia de conflito, o exército israelense afirmou ter atacado o gabinete presidencial do Irã e o prédio do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país. Os ataques aéreos foram realizados durante a noite, segundo informações.
O Irã não reconheceu imediatamente os ataques.
O ministro de Defesa israelense autorizou hoje o avanço terrestre para tomar novas posições estratégicas no Líbano e impedir ataques às regiões de fronteira.
Israel ampliou suas operações no Líbano e no Irã, destruindo instalações militares, de comunicação e emissoras como Al Manar e a IRIB.
Nesta terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Teerã quer dialogar, mas é tarde demais, e os Estados Unidos continuam sua operação militar contra o Irã.
“A defesa aérea, a Força Aérea, a Marinha e a liderança deles desapareceram. Eles querem dialogar. Eu disse: ‘Tarde demais!’”, afirmou Trump em uma postagem no Truth Social.
Tanto Trump quanto o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, alertaram que o conflito pode se prolongar por semanas, enquanto o Irã amplia os ataques com mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas no Oriente Médio.
O que mais mexe com Wall Street hoje?
Os investidores aguardam novos dados sobre o mercado de trabalho, com o Payroll previsto para sair na sexta-feira (6).
Além disso, os temores relacionados ao avanço da inflação norte-americana voltaram ao radar do mercado com a disparada do preço do petróleo e o encarecimento do frete marítimo.
Segundo informações da ferramenta de monitoramento do CME Group, a aposta por manutenção da taxa de juros em março pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) está em 97,3%, praticamente estável ante o número de ontem (97,4%).
A aposta para a reunião de julho, porém, mudou com a escalada da tensão no Oriente Médio. Ontem pela manhã, a expectativa por um corte de 0,25 ponto porcentual no juro dos Estados Unidos, para a faixa de 3,25% a 3,50%, era de 45,2%.
Hoje, o call por um corte de 0,25pp caiu para 41,1%, enquanto a maioria (46,5%) espera a manutenção da taxa de juros norte-americana em julho.
*Com informações de Reuters