Mercados

Wall Street opera mista após balanços de big techs e moderação do petróleo

30 abr 2026, 10:56 - atualizado em 30 abr 2026, 11:00
Wall street treasuries
Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

Os índices de Wall Street começaram a sessão desta quintaa-feira (30) sem direção única após o resultado corporativo de quatro big techs e moderação dos preços do petróleo, que chegaram a bater os US$ 125 ontem (29).

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Confira o desempenho dos índices logo após a abertura das negociações:

  • Dow Jones: +0,62%, aos 49.166,89 pontos;
  • S&P 500: +0,04%, aos 7.139,03 pontos;
  • Nasdaq: -0,09%, aos 24.650,937 pontos.

Negociações no Oriente Médio

Os investidores de Wall Street seguem acompanhando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que já supera dois meses de fluxos interrompidos no Estreito de Ormuz. Ontem, o petróleo bateu os US$ 125, mas perdeu força e opera próximos dos US$ 110 por volta das 10h45 (horário de Brasília).

Qualquer ataque dos Estados Unidos contra o Irã, mesmo que limitado, dará início a “ataques longos e dolorosos” a posições regionais dos EUA, disse um representante sênior da Guarda Revolucionária iraniana à mídia estatal na quinta-feira.

“Vimos o que aconteceu com suas bases regionais e veremos a mesma coisa acontecer com seus navios de guerra”, acrescentou o comandante da Força Aeroespacial, Majid Mousavi, de acordo com a Student News Network.

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Ele estava respondendo a uma reportagem do site Axios que dizia que os militares dos EUA prepararam um plano para uma onda “curta e poderosa” de ataques ao Irã.

Após desistir das negociações presenciais no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as tratativas com o país persa seguem por telefone.

Ainda assim, o bloqueio norte-americano aos navios iranianos continua em vigor, sendo um ponto de atrito com Teerã.

Balanços corporativos

Os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) das gigantes da tecnologia agradaram o mercado.

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No período, a Microsoft (MSFT) elevou os investimentos no período em 49%, para US$ 31,9 bilhões, em comparação com expectativa média de Wall Street de US$ 34,9 bilhões, de acordo com a Visible Alpha.

Já a Alphabet, dona do Google, reportou lucro líquido de US$ 62,58 bilhões, quase o dobro dos US$ 34,54 bilhões do mesmo período de 2025. O ganho por ação de US$ 5,11 ficou bem acima da estimativa consensual de Wall Street, de US$ 2,63, e acima dos US$ 2,81 do ano passado.

A Amazon (AMZN) informou que a receita da Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da Amazon, aumentou 28%, para US$ 37,6 bilhões no primeiro trimestre, em comparação com estimativa média do mercado de alta de 25,1%, para US$ 36,6 bilhões, de acordo com dados da LSEG. A receita líquida total do grupo somou US$ 181,5 bilhões.

Dados econômicos

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 2% no primeiro trimestre de 2026, segundo estimativa preliminar divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). O resultado marca uma aceleração frente ao avanço de 0,5% registrado no quarto trimestre de 2025.

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Por outro lado, o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) – métrica preferida do Federal Reserve para monitorar a inflação – subiu 4,5% no período, uma aceleração expressiva frente aos 2,9% registrados no trimestre anterior.

O número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos registrou queda de 26 mil na semana encerrada em 25 de abril, para 189 mil, segundo pesquisa divulgada pelo Departamento do Trabalho. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam 214 mil solicitações.

O total de pedidos da semana anterior foi levemente revisado para cima, de 214 mil para 215 mil.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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