Wall Street tomba 1% com crescente aversão a risco em meio a escalada das tensões no Irã e disparada do petróleo
Os índices de Wall Street iniciaram o pregão desta segunda-feira (9) em forte queda com a escalada das tensões no Irã, enquanto o Estreito de Ormuz segue com as atividades paralisadas.
Com a aversão a risco, o Dow Jones perdeu cerca de 500 pontos nos primeiros minutos após a abertura.
Confira o desempenho dos índices após a abertura do pregão:
- Dow Jones: -1,08%, aos 46.987,49 pontos;
- S&P 500: -0,90%, aos 6.681,09 pontos;
- Nasdaq: -0,75%, aos 22.214,90 pontos.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, operam em alta, com destaque para o título de 10 anos que subiu mais de 4 pontos-base nesta manhã para 4,173% e para o título de 30 anos tiveram ganhos de mais de 3 pontos-base, atingindo 4,788%.
Já o VIX, considerado um “termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, também salta 5,7%, aos 31 pontos. O número acima de 30 pontos é considerado muito elevado e indica “turbulência” no mercado, comum em cenários de incertezas geopolíticas.
Queda generalizada
No fim de semana, o país persa nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo, sinalizando que os linha-dura continuam firmemente no comando em Teerã.
Anteriormente, o presidente Donald Trump disse que gostaria de ser envolvido na escolha do próximo líder do Irã, assim como na Venezuela. Ele também anunciou, em outras ocasiões, que a nomeação de Mojtaba seria “inaceitável”.
As tensões têm refletido na forte valorização do petróleo Brent, principal referência do óleo para o mercado mundial – o que acendeu um alerta sobre possíveis impactos inflacionários nas principais economias do mundo, em meio as altas taxas de juros, principalmente nos EUA.
Por lá, os juros estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano e a expectativa é de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) mantenha o nível atual na próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), em 18 de março.
Ontem (8), os futuros do petróleo chegaram a disparar 30% na abertura das negociações e, desde então, operam acima do US$ 100 o barril, pela primeira vez desde meados de 2022. Com o Estreito de Ormuz ainda paralisados, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos reduziram a produção de petróleo devido à falta de espaço para armazenamento, já que os barris não estão sendo escoados.
Trump, em uma publicação na Truth Social, afirmou que um aumento nos preços do petróleo a curto prazo era “um preço muito pequeno a pagar” para destruir a ameaça nuclear do Irã.