Mercados

Wall Street recua mais de 1% com novas ameaças tarifária de Trump na disputa pela Groenlândia

20 jan 2026, 12:13 - atualizado em 20 jan 2026, 12:18
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(Foto: Reuters/Brendan McDermid)

Os índices de Wall Street retomaram as negociações após o feriado do Dia de Martin Luther King Jr. em forte queda.

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Nos primeiros minutos da sessão desta terça-feira (20), o índice Dow Jones perdeu 700 pontos. Confira o desempenho dos índices logo após a abertura dos negócios, por volta de 12h (horário de Brasília):

  • Dow Jones: -1,40%, aos 48.667,93 pontos;
  • S&P 500: -1,45%, aos 6.839,71 pontos; 
  • Nasdaq: -1,72%, aos 23.110,63 pontos.

VIX (CBOE Volatility Index), indicador que mede a aversão ao risco em Wall Street, também conhecido como o “termômetro do medo”, opera acima de 19 pontos, atingindo seu nível mais alto desde novembro.

O que derruba Wall Street hoje?

As novas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a injetar cautela nos mercados em temor de uma escalada nas tensões geopolíticas. A disputa pela Groenlândia segue como o pano de fundo.

Trump ameaçou impor tarifas de 200% aos vinhos e champanhes franceses, em um aparente esforço para convencer o presidente francês Emmanuel Macron a aderir à sua iniciativa do “Conselho de Paz”, que visa resolver conflitos globais.

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A iniciativa de Trump, que começaria tratando de Gaza e depois se expandiria para lidar com outros conflitos, levanta questões sobre o papel das Nações Unidas e uma fonte próxima a Macron disse que o presidente francês pretendia recusar o convite para participar.

Quando perguntado sobre a posição de Macron, Trump disse: “Ele disse isso? Bem, ninguém o quer porque ele sairá do cargo muito em breve”. “Vou impor uma tarifa de 200% sobre seus vinhos e champanhes, e ele vai aderir, mas não precisa aderir”, disse Trump.

Além disso, o chefe da Casa Branca já havia anunciado uma nova rodada tarifária a países membros da União Europeia. No último sábado (17), Trump anunciou adicionar taxas de importação a aliados europeus que são contra a anexação da Groenlândia por parte dos EUA.

Em um post no Truth Social, Trump disse que tarifas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido – todos já sujeitos a tarifas impostas por Trump.

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Essas alíquota aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que se chegasse a um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia.

“Com a folga dos EUA ontem, as implicações das ameaças de tarifas sobre a Groenlândia ainda não haviam se refletido completamente nos mercados financeiros”, disse Jim Reid, do Deutsche Bank, em um relatório a clientes. “Os mercados reagiram, mas claramente há espaço para movimentos maiores se a retórica se intensificar ainda mais.”

Há “crescentes receios de algum tipo de escalada comercial retaliatória por parte da Europa, com declarações cada vez mais contundentes de vários funcionários”, acrescentou Reid.

O mercado agora espera a participação de Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O presidente norte-americano discursa amanhã (21).

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A indicação de um novo presidente para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), também continua no radar.

Na manhã desta terça-feira (20), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o Trump pode chegar a uma decisão sobre o próximo presidente do Fed já na próxima semana.

“Estamos agora com quatro candidatos” e Trump já conversou com todos eles, disse Bessent em entrevista à CNBC. Jerome Powell, atual chair do Fed, encerra o mandato em maio.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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