Internacional

Wall Street prepara outra rodada de meses em home office

19 dez 2020, 9:00 - atualizado em 18 dez 2020, 16:20
Bolsa de Nova York, Nyse, New York Stock Exchange
Os planos dos bancos foram relatados por pessoas familiarizadas com o tema em cada instituição, mas os porta-vozes preferiram não comentar (Imagem: Unsplash/ David Vives)

Wall Street está se dando conta de que, com ou sem vacina, escritórios e bolsas de valores permanecerão praticamente vazios nos próximos meses.

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Mesmo com os EUA embarcando em uma ambiciosa campanha de vacinação, o setor financeiro de Nova York — e o resto da cidade — se prepara para um longo e tenebroso inverno.

Os esperançosos planos de verão de trazer os profissionais de volta aos escritórios em Manhattan foram suspensos diante do aumento implacável dos novos casos de coronavírus e das previsões assustadoras.

“Estou no escritório agora”, disse Stephen Squeri, CEO da American Express, na semana passada, falando da sede na parte sul de Manhattan. “Mas a maioria das pessoas na nossa organização deve trabalhar de casa pelo menos até junho do ano que vem. E veremos o que acontece depois.”

No Goldman Sachs Group e no Morgan Stanley, a presença de funcionários na sede diminuiu ao longo do último mês. No JPMorgan Chase, aproximadamente 20% do quadro de pessoal trabalhou no escritório em Nova York durante o quarto trimestre, mas os executivos esperam que mais gente trabalhe de casa com a proximidade dos feriados de fim de ano.

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Já o Bank of America interrompeu o aumento dos convites para que os funcionários retornem aos escritórios.

Os planos dos bancos foram relatados por pessoas familiarizadas com o tema em cada instituição, mas os porta-vozes preferiram não comentar.

A pandemia deixou a metrópole e seus setores mais emblemáticos diante de um futuro difícil. A Covid-19 matou mais em Nova York do que em qualquer outra cidade dos EUA. Na segunda-feira, o prefeito Bill de Blasio alertou que a cidade pode anunciar o fechamento das atividades em larga escala.

As instituições financeiras têm acompanhado atentamente cada notícia sobre as vacinas contra o coronavírus. Lobistas do setor em Washington também começaram a defender que caixas de banco e outros trabalhadores da linha de frente tenham acesso antecipado à vacinação.

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No entanto, a recomendação dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA é que as primeiras injeções sejam dadas em profissionais de saúde e pessoas que vivem em instituições especializadas em cuidados de longo prazo. Por isso, muitos bancos começaram a aceitar que a maioria dos trabalhadores pode não ser vacinada até meados de 2021, no mínimo.

“Muitos dos nossos colegas voltariam para o escritório amanhã se for seguro”, disse o CEO do Bank of America, Brian Moynihan, na semana passada. “Assim que a vacina estiver pronta, iremos nos ajustar para ver como funciona.”

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