WEG (WEGE3) avança com o mercado de olho em primeiro leilão de baterias
As ações da WEG (WEGE3) despontam entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (26) desde o início do pregão.
Por volta de 14h15 (horário de Brasília), WEGE3 subia 3,05%, a R$ 51,39. Mais cedo, os papéis chegaram a registrar ganho de 3,75% (R$ 51,74). Acompanhe o Tempo Real.
O mercado opera na expectativa do primeiro leilão de eletricidade focado em armazenamento de baterias de rede de grande escala, conhecido como BESS, no Brasil, previsto para abril.
Os BESS são sistemas de baterias recarregáveis que armazenam energia de diferentes fontes e a liberam quando necessário e as empresas chinesas — que já investiram fortemente no setor de energia do país — são vistas como fortes concorrentes.
Na avaliação do BTG Pactual, a WEG possui um portfólio completo de produtos e soluções em BESS, posicionando-se de forma diferenciada nesse segmento.
“A companhia é vista como uma das melhores teses globais de infraestrutura de rede e inteligência artificial na América Latina”, destacaram os analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia, Samuel Alkmin e Marcel Zambello, em relatório.
A equipe do banco também avalia que, apesar de ainda representar parcela pequena das vendas da WEG, a contribuição de BESS para o lucro líquido é limitada “por enquanto”. “Transformadores também contribuíam pouco no passado e hoje representam cerca de 20% do lucro líquido da companhia”, afirmam os analistas.
O BTG reiterou a recomendação de compra com preço-alvo de R$ 52 por ação em dezembro deste ano – o que representa um potencial de valorização de 4,3% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (23), quando WEGE3 encerrou cotada a R$ 49,87.
Já a Ágora Investimentos/Bradesco BBI vê a presença das chinesas na disputa pelo leilão como negativo para a fabricante brasileira, “mas sem impacto imediato no preço das ações”.
“A presença de players chineses provavelmente aumentará a pressão competitiva sobre a WEG antes do leilão de armazenamento de baterias previsto para abril”, escreveram os analistas Daniel Federle e Wellington Lourenço.
A Ágora tem recomendação neutra para WEG, com preço-alvo de R$ 46 – o que representa um potencial de desvalorização de 7,8% nos próximos 12 meses sobre o preço do último fechamento.