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WEG (WEGE3): Crescimento estrutural sustenta teses de longo prazo, mas ação pode ficar “de lado” no curto

11 mar 2026, 16:33 - atualizado em 11 mar 2026, 16:33
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(Imagem: Weg/Divulgação)

A WEG (WEGE3) segue com uma tese estrutural positiva ligada à eletrificação da economia global e ao aumento da demanda por infraestrutura elétrica, mas pode ter desempenho mais moderado no curto prazo, avaliam analistas do Itaú BBA e do Santander em relatórios divulgados nesta terça-feira (11).

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Para o Itaú BBA, o crescimento da companhia permanece sólido, mas alguns vetores importantes devem demorar mais para se materializar, o que tende a limitar o potencial de valorização das ações no curto prazo.

“Os negócios principais seguem robustos, mas a aceleração de algumas frentes de crescimento deve ocorrer mais adiante, o que reduz os gatilhos para uma reprecificação dos lucros no curto prazo”, escreveram os analistas Daniel Gasparete, Gabriel Rezende e Pedro Tineo.

Crescimento estrutural segue forte

Já o Santander destaca que a demanda pelos produtos da companhia é estrutural e ligada à transformação do sistema energético global.

Segundo os analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani, o ciclo de investimentos em infraestrutura elétrica deve sustentar o crescimento da empresa por anos.

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“Grande parte da rede elétrica dos Estados Unidos foi construída nas décadas de 1960 e 1970 e muitos transformadores já ultrapassaram a vida útil. O aumento da demanda por energia — impulsionado por data centers, veículos elétricos e projetos de energia renovável — está forçando um novo ciclo de investimentos”, escreveram.

Na avaliação do banco, o backlog do setor já está atrelado a projetos definidos, com visibilidade de demanda até o fim da década, reforçando o caráter estrutural do crescimento.

O Santander também afirma que os investimentos da WEG em expansão de capacidade não são uma reação cíclica à demanda recente, mas parte de um plano estratégico de longo prazo para ganhar participação no mercado americano de transmissão e distribuição de energia.

Para o Santander, a empresa ampliou significativamente sua capacidade produtiva na América do Norte nos últimos anos.

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Desde 2017, a capacidade de transformadores de distribuição nos Estados Unidos cresceu cerca de 70%, enquanto a de transformadores de potência avançou 80%. No México, a expansão supera 200%, com boa parte da produção destinada ao mercado americano.

Esse posicionamento deve permitir que a companhia capture parte relevante do ciclo de modernização da rede elétrica dos EUA.

Pressões e riscos no curto prazo

Apesar da tese positiva, o Itaú BBA alerta para alguns fatores que podem limitar o desempenho da companhia no curto prazo.

Entre eles estão a valorização do real — que reduz a competitividade das exportações — e o adiamento de alguns projetos importantes, como iniciativas de armazenamento de energia e expansão em transmissão e distribuição.

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O banco projeta receita de R$ 42,1 bilhões em 2026, alta de 3% na comparação anual, com lucro líquido estimado em R$ 6,6 bilhões no período.

Ainda assim, a margem Ebitda deve permanecer elevada, em torno de 22,5%, refletindo ganhos de eficiência operacional e melhora no mix de produtos.

No geral, os bancos mantêm visões positivas para a companhia, mas em graus diferentes. O Itaú BBA tem recomendação outperform (equivalente à compra), com preço-alvo de R$ 50 para o fim de 2026. Já o Santander também recomenda outperform, com preço-alvo de R$ 69, destacando o potencial da empresa de capturar o ciclo global de eletrificação e modernização da infraestrutura energética.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br

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