WEG (WEGE3) lucra R$ 1,59 bilhão no 4T25, contração de 6,3% no ano; veja números
A WEG (WEGE3) reportou lucro líquido de R$ 1,59 bilhão referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25), mostra relatório de resultados divulgado nesta quarta-feira (25). A cifra representa uma contração de 6,3% ante o mesmo período em 2024 e recuo de 3,8% frente o trimestre anterior.
O número veio abaixo das expectativas do mercado. Consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro de R$ 1,68 bilhão no trimestre.
No ano de 2025 cheio, a companhia registrou lucro de R$ 6,38 bilhões, um avanço de 5,5% em comparação com o ano de 2024.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) contraiu 4% em base anual, totalizando R$ 2,29 bilhões no quarto trimestre de 2025. A margem Ebitda ficou em 22,4%, um avanço de 0,3 ponto percentual frente o mesmo período de 2024.
A receita operacional líquida caiu 5,3% na comparação anual, para R$ 10,2 bilhões no quarto trimestre de 2025. Desse montante, R$ 3,88 bilhões veio do mercado interno, enquanto R$ 6,35 bilhões se refere ao mercado externo.
O retorno sobre o capital investido da WEG recuou 1,7 ponto percentual, atingindo 32,5% no quarto trimestre de 2025.
O que impactou o balanço da WEG
A companhia afirma ter entregue um desempenho saudável das margens operacionais e no retorno sobre o capital investido neste trimestre, reflexo do bom desempenho dos negócios de ciclo longo, aliado à manutenção da eficiência operacional de nossas unidades.
“A redução na receita é motivada principalmente pela menor demanda de projetos de geração solar, além do impacto da conversão cambial das receitas no mercado externo, devido à valorização do real no período”, diz o relatório de resultados.
No Brasil, a WEG pontua uma atividade industrial positiva, apoiada por projetos de ciclo longo e manutenção da demanda de produtos de ciclo curto. A redução da receita, quando comparada ao mesmo período do ano anterior, é motivada principalmente pela redução de receita proveniente dos negócios de geração solar centralizada e ausência de negócios de geração eólica nesse trimestre.
“No mercado externo, apesar do desempenho da receita em reais ter sido impactado pela variação cambial, continuamos com um bom nível de entregas na área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD), principalmente no negócio de transmissão & distribuição (T&D) na América do Norte, aliado a uma boa demanda na área de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais (EEI) nas principais regiões onde atuamos”, diz a empresa.