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Western Asset mantém otimismo no mercado e vê IBrX avançando 26% em um ano

04 set 2019, 15:53 - atualizado em 04 set 2019, 15:53
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A Western manteve no relatório do mês de setembro a estimativa de avanço dos lucros das empresas componentes do IBrX de 25% em 2019, 11% em 2020 e 9% em 2021 (Imagem: REUTERS/Lucas Jackson)

Por Investing.com

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Apesar do recrudescimento da Guerra Comercial entre EUA e China, o que levou ao aumento dos receios de uma recessão global, a Western Asset mantém o otimismo de valorização do índice IBrX nos próximos 12 meses, projetando um crescimento de 26%, contra os 24% esperados ao final de julho.

A gestora baseia a projeção assumindo que o índice P/L (preço/lucro) da bolsa ainda pode ir para os 14,5x, contra os atuais 13,1x, cenário que se torna possível com a redução do risco-país e também com as taxas de juros em níveis historicamente baixos. No mês passado, o P/L estava em 13,2x.

A Western manteve no relatório do mês de setembro a estimativa de avanço dos lucros das empresas componentes do IBrX de 25% em 2019, 11% em 2020 e 9% em 2021. Se este cenário se confirmar, o P/L do IBrX no final de agosto, considerando os lucros projetados pela Western Asset para os próximos 12 meses, estaria em 13,1x.

Desta forma, caso a projeção do P/L daqui um ano seja confirmada em 14,5x, além de considerar o crescimento projetado dos lucros para os 12 meses seguintes (até jul/21), o índice acumularia o avanço de 26%. O IBrX fechou agosto em 42.602,77 pontos e, pela análise, poderia superar os 53 mil pontos em agosto de 2020.

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Bolsa

A gestora destaca que a bolsa local acabou sentindo o movimento de flight to quality, causado pelo receio de uma recessão global. O IBrX chegou a estar caindo quase 5% no mês, mas fechou praticamente no zero a zero, com leve queda de 0,16%. Comparada com outras bolsas globais, a brasileira se manteve na média, em moeda local.

Além disso, depois da virtual aprovação da reforma da Previdência, a bolsa local ainda se ressente, para a gestora, da falta de novos triggers para mudar de patamar. A lenta retomada do crescimento econômico certamente não ajuda.

Câmbio

A Western avalia que dos mercados locais, o que certamente chamou mais a atenção foi o cambial. Não somente pela acentuada desvalorização do Real (9,0%), mas também pela profunda mudança de postura do BC no trato da política cambial. O mercado estava acostumado com as ofertas de swaps cambiais em momentos de stress, em grande medida avisadas com antecedência em programas bem definidos.

Em agosto, o BC não somente começou a vender reservas (dólar à vista), como o fez surpreendendo o mercado com o famoso “aviso em 2”, senha para intervenção no mercado à la década de 90. Os agentes ainda estão absorvendo e processando essas novas informações. Independentemente da política cambial adotada pelo BC, a moeda brasileira não ficou muito descolada em relação a seus pares emergentes.

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Os analistas destacam que, de fato, foi a moeda brasileira foi a que mais se desvalorizou em agosto. Apesar disso, está longe de se destacar negativamente em 2019 ou nos últimos 12 meses. A conclusão da gestora é de que não houve necessariamente uma corrida contra o Real, mas apenas um ajuste em uma moeda que estava atrasada em relação aos seus pares.

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