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Após Westwing, Mastercard liquida dívidas do BRB e passa a ter 6,93% do capital do banco

20 jan 2026, 22:53 - atualizado em 20 jan 2026, 22:58
BRB
(Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

O BRB (BSLI3), ou Banco de Brasília, informou ao mercado na noite desta terça-feira (20) que a Mastercard Brasil passou a deter 6,93% do seu capital social, o equivalente a 33,68 milhões de ações ordinárias e preferenciais. O movimento, no entanto, não representa a entrada de um novo acionista estratégico nem qualquer mudança na estrutura de controle do banco.

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Segundo o comunicado, a participação da Mastercard decorre da execução de uma alienação fiduciária. Na prática, isso significa que ações do BRB haviam sido dadas como garantia em uma operação financeira.

Como a obrigação não foi cumprida, a Mastercard, na condição de credora, executou a garantia e consolidou temporariamente a propriedade desses papéis.

A operadora de cartões de crédito também deixou claro que não pretende manter a participação, nem exercer direitos políticos, e que vai alienar as ações conforme a legislação e a regulamentação vigentes

Mastercard já havia liquidado Westwing

Mais cedo, a Mastercard já havia adotado procedimento semelhante em relação à Westwing (WEST3).

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No caso da varejista, a companhia de pagamentos passou a deter 31,87% do capital social, também em decorrência da execução de uma alienação fiduciária sobre ações dadas em garantia. A WNT e a Trustee, gestoras de recursos apontadas pela Polícia Federal (PF) como ligadas ao empresário Nelson Tanure, detinham, respectivamente, 39,4% e 5,6% do capital social da Westwing.

No ano passado, o BRB comunicou que fundos administrados pela WNT e pela Master Corretora informaram deter participação acionária relevante na instituição financeira estatal.

Segundo o documento, publicado em meados de setembro, a WNT possuia, então, 8% das ações preferenciais do BRB, majoritariamente por meio do fundo Verbier. Já o Deneb FIP, administrado pelo Master e gerido pela MACAM Asset, detinha 4,57%.

Segundo matéria do E-Investidor da época, além do Verbier e Deneb, outros dois fundos também detinham posição substancial na época: o Celeno FIP, administrado pela Master Corretora e com uma fatia de 12% das ações preferenciais do Banco de Brasília, e o Borneo, administrado pela Reag, que possuía 9,78% das ações preferenciais.

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BRB também anuncia mudança em diretoria

O BRB também informou ao mercado mudanças na sua diretoria executiva. O Conselho de Administração elegeu Ana Paula Teixeira para a Diretoria Executiva de Controles e Riscos e Antônio José Barreto de Araújo Júnior para a Diretoria Executiva de Finanças, Controladoria e Relações com Investidores, cargos diretamente ligados à supervisão, transparência e gestão financeira.

As nomeações ainda serão submetidas ao Banco Central e passam a valer após a conclusão dos trâmites regulatórios.

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Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja.
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