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WhatsApp e Instagram pagos? Meta planeja começar a cobrar por algumas funções

29 jan 2026, 14:16 - atualizado em 29 jan 2026, 14:16
Meta/Instagram/WhatsApp/Facebook
(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

Durante mais de uma década, o combinado foi simples: usar WhatsApp, Instagram e Facebook sem pagar, em troca de atenção, dados e anúncios. Agora, a Meta indica que esse modelo começa a passar por mudanças.

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A empresa de Mark Zuckerberg confirmou ao site TechCrunch que pretende testar planos pagos nos três aplicativos, oferecendo acesso a funcionalidades exclusivas.

Os recursos básicos continuarão gratuitos, mas quem quiser mais controle, mais ferramentas ou mais inteligência artificial poderá ter de pagar por isso.

O fim da gratuidade total do WhatsApp

Segundo a Meta, os testes de assinaturas serão implementados de forma gradual nos próximos meses, com pacotes distintos para cada plataforma. A proposta é criar uma camada “premium” sem comprometer a base gratuita que garante o alcance global dos aplicativos.

Em outras palavras: ninguém será obrigado a pagar para continuar usando WhatsApp, Instagram ou Facebook. Porém, quem quiser funções mais avançadas terá essa opção.

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O que a Meta chama de “funções avançadas”?

A Meta ainda não divulgou oficialmente quais recursos farão parte dos planos pagos, mas vazamentos e análises de versões em desenvolvimento apontam alguns caminhos.

No Instagram, testes internos sugerem funções como:

  • listas ilimitadas de público
  • identificação de seguidores que não seguem de volta
  • visualização de stories sem notificar o autor

No WhatsApp, a expectativa do mercado envolve ferramentas mais avançadas de organização, automação e uso de IA, especialmente voltadas a usuários intensivos e pequenos negócios.

Já no Facebook, o foco tende a estar em produtividade, gestão de conteúdo e integração com recursos inteligentes.

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Não confunda com o selo azul

A Meta faz questão de diferenciar as iniciativas. Esses novos planos não substituem o Meta Verified, lançado em 2023 e voltado principalmente a criadores e empresas, com selo de verificação, suporte prioritário e proteção contra perfis falsos.

As novas assinaturas seriam pensadas para usuários comuns, que não produzem conteúdo profissional, mas desejam mais recursos do que a versão gratuita oferece.

A IA como peça central

Por trás da cobrança está a principal aposta da empresa: a inteligência artificial. A Meta deixou claro que as assinaturas fazem parte de uma estratégia mais ampla de investimentos em IA, com a integração de agentes inteligentes aos aplicativos.

Entre os recursos pagos, a companhia avalia incluir agentes de IA da Manus, startup adquirida pela Meta no fim de 2025 por cerca de US$ 2 bilhões.

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A empresa também estuda modelos “freemium” para ferramentas criativas com IA, como geração e remixagem de vídeos, mantendo o acesso básico gratuito e cobrando por funcionalidades mais avançadas.

A Meta não está sozinha

A estratégia global não começa do zero. Desde 2023, a Meta já oferece, em países da União Europeia, a opção de pagar para usar Instagram e Facebook sem anúncios, em resposta às regras de privacidade do bloco.

Além disso, outras plataformas seguem caminho parecido:

  • o X cobra por recursos avançados
  • o Telegram oferece planos pagos
  • o LinkedIn construiu grande parte de sua receita com assinaturas premium

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Repórter
Jornalista com pós-graduação em Literatura, Artes e Filosofia. Atua como repórter nos portais de notícias Money Times e Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como Analista de SEO.
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