Yduqs (YDUQ3) tem lucro ajustado de R$ 60,2 milhões no 4T25, queda de 2,5%
A Yduqs (YDUQ3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 60,2 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (11).
Considerando o número não ajustado, porém, houve prejuízo de R$ 49,5 milhões, revertendo lucro na base anual.
Segundo a companhia, o resultado da última linha foi impactado por efeitos pontuais ligados à provisão para calouros e à migração da base de alunos em programas de financiamento privado. “Excluindo os efeitos da provisão para calouros não engajados e da migração da base de alunos de financiamentos privados, o lucro ajustado teria crescido 29,4% no trimestre”, afirmou a empresa.
A receita líquida atingiu R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre, alta de 3% em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado do ano, a receita totalizou R$ 5,52 bilhões, avanço de 3,2% frente ao ano anterior.
Segundo a companhia, o desempenho no faturamento foi parcialmente limitado por mudanças na política de cobrança e pelo programa de isenção de mensalidades para parte dos alunos. “A implementação do programa de isenção para calouros não engajados impactou negativamente a receita”, afirmou a empresa.
Marcas premium ajudam Yduqs
O crescimento, de toda forma, foi sustentado principalmente pelas marcas premium da Yduqs, com destaque para medicina e cursos de negócios.
“A expansão do Idomed reflete a maturação dos cursos e a ampliação de vagas, enquanto o aumento do teto do FIES para R$ 13 mil por mês contribuiu para a expansão da base de alunos”, afirmou a empresa.
Já o Ibmec registrou forte crescimento, impulsionado principalmente pela expansão da pós-graduação. “A receita da pós-graduação cresceu 34% em 2025, reforçando o potencial da marca como geradora de receita para a companhia”, informou a Yduqs.
O Ebitda somou R$ 361,8 milhões no quarto trimestre, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a margem Ebitda ficou em 27,7%, recuo de 0,8 ponto percentual.
Já o Ebitda ajustado, sem os itens não recorrentes, atingiu R$ 458,9 milhões, alta de 16,1% na comparação anual, com expansão de 4 pontos percentuais na margem, para 35,2%.
Os efeitos não recorrentes nesta frente somaram R$ 97,1 milhões no trimestre, principalmente ligados à reestruturação do corpo docente e administrativo, além de despesas com multas contratuais e impairment de ativos.
O resultado financeiro continuou pressionando a última linha do balanço. De outubro a dezembro, a perda nesta frente foi de R$ 199,6 milhões, contra R$ 162,3 milhões no mesmo período de 2024.
A companhia encerrou o ano com alavancagem de 1,46 vez dívida líquida/EBITDA e manteve forte geração de caixa, com R$ 1,05 bilhão de fluxo de caixa livre em 2025 e R$ 500 milhões de fluxo de caixa para o acionista, em linha com o guidance divulgado.