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Vale (VALE3) anuncia consórcio para operação de níquel no Canadá; veja os detalhes

19 fev 2026, 10:13 - atualizado em 19 fev 2026, 10:26
Vale VALE3
Vale (VALE3) cria consórcio para ativos de níquel no Canadá e atrai investimento de até US$ 200 milhões (Imagem: Reuters)

A Vale (VALE3) anunciou, na manhã desta quinta-feira (19), que sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) firmou um acordo para a criação de um consórcio voltado ao cinturão de níquel de Thompson, em Manitoba, uma das principais regiões mineradoras do Canadá.

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A parceria foi assinada com a Exiro Minerals Corporation, a Orion Resources Partners LP e o Canada Growth Fund (CGF) e busca fortalecer a competitividade do portfólio global da VBM.

Pelos termos do acordo, as empresas formarão uma nova companhia na qual Exiro, Orion e CGF deterão 81,1% de participação, enquanto a subsidiária da Vale manterá uma fatia minoritária de 18,9%.

Os parceiros do consórcio também se comprometeram a investir até US$ 200 milhões para garantir o futuro da mineração de níquel na região de Thompson.

Além disso, a Vale Base Metals firmou um contrato de offtake para o concentrado do metal produzido em Manitoba.

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A conclusão da transação é esperada até o final de 2026, sujeita às aprovações regulatórias e governamentais usuais.

Metais básicos no centro da estratégia

Após reportar forte geração de caixa no quarto trimestre de 2025 (4T25), a Vale afirmou que a frente de metais básicos está no centro de sua estratégia de crescimento, com destaque para o cobre e expectativa de equilíbrio estrutural no mercado de níquel.

“Os metais básicos estão no centro da nossa ambição de crescimento e criação de valor”, afirmou Gustavo Pimenta, CEO da companhia, durante a teleconferência de resultados. “Estamos extremamente confiantes de que conseguiremos destravar ainda mais valor ao executar nossa estratégia de longo prazo”.

Entre outubro e dezembro passados, o Ebitda consolidado da mineradora somou US$ 4,8 bilhões, alta de 17% na comparação anual. A divisão de metais básicos, por sua vez, teve seu Ebitda mais que dobrando, alcançando US$ 1,4 bilhão.

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O cobre registrou custo all-in negativo, em torno de US$ 900 por tonelada, enquanto o níquel caiu para US$ 9 mil por tonelada.

De forma geral, a receita com ouro e outros metais foi tão elevada que superou o custo total da operação, o que levou o indicador a território negativo.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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