10 ações para investir em junho e que podem avançar 11,50%, segundo a Ágora
A Ágora Investimentos promoveu apenas uma mudança em sua carteira recomendada para junho. A corretora optou por retirar as ações da Suzano (SUZB3) e incluir Gerdau (GGBR4), em uma decisão ancorada na melhora relativa das perspectivas para o setor de siderurgia.
Segundo a casa, o segmento de aço apresenta atualmente melhores condições operacionais e maior visibilidade de resultados, especialmente diante da recuperação de preços no mercado doméstico e de spreads mais robustos nos Estados Unidos. A avaliação é que os fundamentos da Gerdau evoluíram além das expectativas iniciais, sustentando revisões positivas de lucro e um cenário mais favorável para margens ao longo de 2026.
A carteira segue composta por dez ativos de diferentes setores, com foco em diversificação e equilíbrio entre crescimento e geração de renda. Entre os destaques, a Ágora reforça teses ligadas a dividendos e previsibilidade de fluxo de caixa, refletindo o ambiente de juros elevados e maior aversão ao risco.
Nesse contexto, a Allos (ALOS3) se mantém como uma das principais apostas, impulsionada por uma política de dividendos considerada atrativa. A companhia projeta pagamentos mensais ao longo de 2026, com yield próximo de 10%, além de contar com estrutura financeira sólida e boa visibilidade de receitas. A estratégia reposiciona o papel como uma alternativa de renda recorrente, com menor sensibilidade ao cenário macro.
Outro nome que permanece na carteira é a Axia (AXIA6), que, apesar do desempenho mais fraco em maio, segue sendo vista como oportunidade de entrada. A queda das ações foi atribuída à pressão de preços de energia no curto prazo, mas a Ágora destaca que os fundamentos de longo prazo permanecem intactos, com perspectiva de preços mais elevados a partir de 2027 e dividend yield relevante.
No setor financeiro, o BTG Pactual (BPAC11) continua como um dos favoritos, apoiado pela diversificação das receitas e pela resiliência dos resultados mesmo em ambientes mais adversos. Já o Itaú (ITUB4) é citado como destaque entre investidores estrangeiros, com percepção de maior qualidade de crédito e menor risco em comparação a bancos digitais.
Entre as teses estruturais, a Copasa (CSMG3) aparece vinculada ao potencial de privatização e à expansão do setor de saneamento, que ainda demanda investimentos significativos no país. A renovação da concessão em Belo Horizonte até 2073 também reforça a previsibilidade de longo prazo.
Na área de energia, a Isa Energia (ISAE4) segue como opção defensiva, com fluxo estável de receitas e dividendos consistentes. A companhia ainda pode capturar valor adicional de uma disputa judicial em andamento, embora a Ágora mantenha uma postura conservadora nas estimativas.
A carteira também preserva exposição relevante ao setor de commodities. A Petrobras (PETR4) continua presente com peso de 10%, sustentada por preços mais altos do petróleo e perspectiva de dividendos robustos. Já a Vale (VALE3) se beneficia de fundamentos ainda sólidos do minério de ferro, impulsionados por fatores como maior utilização das usinas chinesas e restrições recentes na oferta de carvão metalúrgico.
Por fim, a Vibra Energia (VBBR3) reforça a exposição ao segmento de distribuição de combustíveis, com destaque para a geração de caixa e melhora operacional, mesmo em um ambiente de volatilidade internacional.
Confira a carteira recomendada da Ágora para junho
| Empresa | Ticker | Peso | Yeld 2026E |
| Allos | ALOS3 | 10% | 11,50% |
| Axia | AXIA6 | 10% | 6,30% |
| BTG Pactual | BPAC11 | 10% | 5,50% |
| Copasa | CSMG3 | 10% | 5,00% |
| Gerdau | GGBR4 | 10% | 3,40% |
| Isa Energia | ISAE4 | 10% | 7,20% |
| Itaú | ITUB4 | 10% | 9,30% |
| Petrobras | PETR4 | 10% | 9,10% |
| Vale | VALE3 | 10% | 5,20% |
| Vibra Energia | VBBR3 | 10% | 5,30% |