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O sistema financeiro é sólido? Confira a combinação que traz segurança ao fazer um Pix, segundo o presidente da ABBC

18 jul 2026, 11:00
Presidente da ABBC
Leandro Vilain, presidente da ABBC, durante participação no Money Minds (Foto: Reprodução/Money Times)

Fazer uma transação nunca foi tão fácil. Mas quando dá problema, o susto também parece maior. Recentemente, o sistema financeiro brasileiro tem sido testado diante de fraudes sofisticadas e instituições envolvidas em esquemas criminosos.

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Com esses acontecimentos no radar, vem uma dúvida à mente dos brasileiros: o sistema financeiro é sólido para lidar com esses desafios?

Não há dúvidas quanto à solidez do sistema financeiro brasileiro, que passou por grandes transformações na última década, avalia o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Leandro Vilain, em entrevista ao Money Minds, programa do Money Times no YouTube. Assista à entrevista na íntegra.

Segundo Vilain, entre as inovações que garantiram mais segurança às transações dos brasileiros, está a implementação dos pagamentos instantâneos, como o Pix. Posteriormente, veio o Open Finance, que permitiu a integração dos dados financeiros e bancários da pessoa, mesmo que em diferentes instituições financeiras, além da tokenização.

“Historicamente, o Sistema Financeiro Nacional é vanguarda ao comparar com outros países na questão de tecnologia bancária. O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a implementar chip nos cartões de crédito e a colocar biometria em 100% das transações”, afirma Vilain.

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Segundo o presidente da ABBC, além dos investimentos do sistema financeiro em tecnologia e inovação, o brasileiro costuma aderir rapidamente aos avanços tecnológicos implementados.

No início dos estudos para a implementação do Pix em 2016, que era algo ainda muito embrionário em outros países, o Brasil saiu na frente, com rápida adesão da população à ferramenta, o que transformou o sistema financeiro, explica.

“Antes do Pix, nós tínhamos outros tipos de risco. O pequeno trabalhador, que recebia seu salário sexta-feira e tinha que levar o dinheiro para casa, sendo assaltado no transporte público. Ou a pessoa que tinha que fazer transporte e era uma movimentação de numerário extramamente alto para o Brasil, que tem uma dimensão continental”, avalia Vilain.

Caso Master testa confiança

Em novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central (BC) trouxe o receio de que uma crise poderia se alastrar pelo sistema financeiro, com outras instituições podendo “quebrar”.

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Vilain explica que, apesar de o Master ter dívidas com outras instituições financeiras, o que poderia gerar um efeito-dominó como o observado em 2008, com a crise do subprime nos Estados Unidos, o impacto ficou restrito a empresas pertencentes ao mesmo conglomerado.

Desde o fim do Master, o Banco Central decretou a liquidação de 17 outras instituições. “Mas foram liquidações de instituições com perfis muito diferentes”, afirma o presidente da ABBC, mencionando corretoras de câmbio e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM).

Segundo Vilain, o sistema financeiro estava muito blindado contra uma crise, uma vez que o impacto da liquidação foi muito ciscunscrito ao conglomerado do Master, com uma rápida atuação do BC.

Além disso, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) também participou de forma efetiva, na avaliação do presidente da ABBC, diante da “prova de fogo” do Master.

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Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14), o FGC ainda tem um montante de R$ 1,83 bilhão reservado para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que ainda não pediram o reembolso. É possível solicitar o reembolso via aplicativo oficial do FGC.

O FGC ressalta que o valor parado no fundo permanece sem nenhuma correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, quanto mais tempo o beneficiário demora para solicitar o pagamento, menor será o poder de compra do valor recebido.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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