Dólar

2 motivos que levaram o dólar a interromper sequência negativa

03 abr 2023, 18:29 - atualizado em 03 abr 2023, 18:32
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Dólar fechou em alta frente ao real e deu fim à sequência de seis pregões seguidos de queda, mas abaixo de R$ 5,10 (Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração)

O dólar à vista fechou o pregão desta segunda-feira (03), o primeiro de abril, em alta de 0,15% frente ao real, negociado a R$ 5,07 para venda. Com isso, deu fim à sequência de seis pregões seguidos de queda. A sequência negativa ajudou a moeda norte-americana a recuar 3,1% em março.

Entretanto, a moeda norte-americana passou o dia com viés de estabilidade. Isso porque investidores aguardam novidades em relação às novas regras fiscais do país, após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentar na semana passada o novo arcabouço fiscal.

Em contrapartida, no exterior, o Dollar Index (DXY) recuou ao nível de 102 pontos, com o dólar sustentando perdas em relação às principais moedas pares. Isso porque as divisas de países exportadores de commodities foram favorecidas pela alta do preço do petróleo nos mercados internacionais.

Dólar cai à espera de novidades do arcabouço fiscal

Contudo, a queda do dólar no mercado doméstico perdeu fôlego ao longo pregão com investidores em compasso de espera, no primeiro pregão de abril, por medidas do governo na área de arrecadação, que servirão como complemento ao novo arcabouço.

“Pela manhã, até achei que o dólar iria cair um pouco. Depois ficou praticamente na estabilidade. Na verdade, o mercado está esperando para ver o que vai acontecer com o arcabouço fiscal”, comentou o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel.

Battistel lembrou que, além das dúvidas sobre a arrecadação que sustentará o arcabouço, a proposta ainda precisará passar pelo Congresso e está sujeita a mudanças.

O ministro Haddad já havia prometido para esta semana a apresentação de medidas “saneadoras” que poderão sustentar o novo arcabouço fiscal.

Hoje, em entrevista concedida ao canal de notícias GloboNews, Haddad afirmou que a reforma tributária busca “cobrar de quem não paga” impostos. O que deve elevar a receita e contribuir para o cumprimento dos objetivos fiscais previstos nas novas regrais fiscais.

Por outro lado, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva disse que não concorda com “as avaliações negativas de que o PIB [Produto Interno Bruto] vai crescer zero não sei das quantas, 0,1%”. Segundo ele, o PIB crescerá “mais do que os pessimistas estão prevendo”.

*Com Reuters

Repórter
Jornalista mineira com experiência em TV, rádio, agência de notícias e sites na cobertura de mercado financeiro, empresas, agronegócio e entretenimento. Antes do Money Times, passou pelo Valor Econômico, Agência CMA, Canal Rural, RIT TV e outros.
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