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2024 promete maior demanda por etanol frente à gasolina; confira

13 nov 2023, 16:51 - atualizado em 13 nov 2023, 16:51
gasolina etanol
Maior alíquota para a gasolina deve resulta em um cenário mais favorável ao etanol na comparação com o fóssil. (Imagem: Gustavo Kahil/Money Times)

Em 2024, o cenário para o gasolina deve se assemelhar com o movimento visto na segunda metade de 2023, em que o aumento no consumo de etanol hidratado limita o crescimento da demanda pelo combustível.

De acordo com a StoneX, o combustível fóssil contará com um aumento na cobrança da alíquota do ICMS, que deve passar de R$ 1,22/L para R$ 1,3721/L a partir de fevereiro de 2024, elevação de cerca de R$ 0,15/litro

Com o gasolina mais cara, a paridade do etanol deve cair nos postos, o que estimula a escolha pelo biocombustível.

Na visão da consultoria, em seu relatório sobre o Ciclo Otto, essa tendência deve se intensificar no próximo ano, sobretudo durante o pico de safra da temporada sucroenergética 2024/25 (abr-mar) do Centro-Sul, que deve trazer aumento na oferta de hidratado no mercado nacional.

2024 é o ano do etanol?

Para a StoneX, 2024 deve se iniciar já com um contexto tributário mais favorável ao etanol do que 2023, que contou com isenção de impostos federais para gasolina, que durou até março/23, e a limitação do ICMS de combustíveis na faixa entre 17% e 18% até junho/23.

Apesar da visão de um ganho da fatia do álcool hidratado em detrimento à gasolina, a perspectiva para a demanda pelo conjunto do Ciclo Otto deve se manter em alta, o que deve fazer com que o consumo do combustível fóssil fique em relativa estabilidade no próximo ano.

Dessa forma, a expectativa para a demanda de gasolina C em 2024 é de 46,34 milhões de m³, praticamente em estabilidade em relação a 2023 (+0,3%).

Além disso, o consumo de etanol hidratado deve crescer de 16,1 milhões para 17,4 milhões de m³ (avanço de 8,07%), incentivado por uma maior demanda no Centro-Sul, com destaque para São Paulo, assim como uma maior moagem.

Repórter no Agro Times
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Agro Times desde março de 2023. Antes do Money Times, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Agro Times desde março de 2023. Antes do Money Times, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.
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