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4T25 fraco: As empresas que resistiram à crise e entregaram bons resultados, segundo a XP

12 abr 2026, 10:00 - atualizado em 10 abr 2026, 15:02
Itaú
(Imagem: Reuters/Amanda Perobelli)

A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) no Brasil acabou e foi considerada fraca, sendo a pior dos últimos cinco trimestres, segundo a XP Investimentos.

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A maioria das empresas entregou números em linha com as expectativas, com poucas surpresas positivas, especialmente em EBITDA e lucro, que mostraram deterioração relevante. Apesar disso, a receita apresentou certa resiliência, enquanto o EBITDA caiu, pressionado principalmente por setores de commodities e cíclicos domésticos.

Segundo o relatório, os principais destaques positivos da temporada foram os setores de papel e celulose, TMT e financeiro, enquanto setores como varejo e agro tiveram desempenho mais fraco.

Em termos de surpresas, o lucro líquido teve menor proporção de resultados acima do esperado, indicando um enfraquecimento geral da qualidade dos resultados.

A projeção das estimativas de lucro (LPA), a partir de março, foi revisada de forma positiva, impulsionada pelo setor de Energia, devido à alta do petróleo. Também houve revisões positivas em Tecnologia, Industriais e Telecom, enquanto Saúde e Consumo Básico ficaram para trás.

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Entre os destaques positivos, os bancos tiveram resultados sólidos e previsíveis, de acordo com os analistas. O Itaú (ITUB4) foi o principal entre eles, com boa rentabilidade e controle de custos. Já Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) exigem mais cautela dos investidores.

Entre as instituições financeiras BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3) mostraram consistência e melhora operacional.

Em papel e celulose, a XP destacou a Suzano (SUZB3), por resultados robustos “impulsionados por maiores volumes e melhores preços em celulose”.

Por outro lado, Klabin (KLBN11) teve resultados abaixo das expectativas, impulsionados pela sazonalidade e demanda mais fraca. Já a Celulose Irani (RANI3) reportou resultados avaliados como “neutros”, pelo relatório.

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O setor de tecnologia, mídia e telecomunicações também teve resultados positivos, com destaque para a boa execução das empresas como principal diferencial.

Em telecom, o desempenho foi resiliente: grandes operadoras entregaram resultados sólidos, com crescimento de margens, geração de caixa e controle de custos. Empresas regionais também se destacaram pela eficiência operacional, enquanto o setor segue em consolidação. Os destaques ficaram com Vivo (VIVT3) e TIM (TIMS3).

Por outro lado, O setor de agro apresentou resultados mistos, impactado principalmente por condições climáticas adversas. Algumas empresas mostraram resiliência operacional, mas custos logísticos pressionaram os resultados.

No segmento de açúcar e etanol, o cenário segue desafiador, embora parcialmente compensado por preços melhores e estratégias de proteção. Apesar de alguns pontos positivos, o ambiente ainda é incerto, com destaque para a situação mais delicada da Raízen (RAIZ4).

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O setor de varejo teve um trimestre fraco, com demanda pressionada por cenário macro difícil, clima desfavorável (especialmente no vestuário) e forte concorrência no e-commerce. As farmácias foram o principal destaque positivo, com crescimento sólido nas vendas e ganhos operacionais.

Já o e-commerce seguiu desafiador, com maior competição impactando o desempenho das lojas físicas, embora o Mercado Livre (MELI) tenha se ressaltado em crescimento, apesar de margens pressionadas.

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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