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7 países que constroem redes favoráveis a criptomoedas

08/05/2018 - 12:23

Independentemente dos detalhes subjacentes da tecnologia de cada criptomoeda, seja bitcoinethereumripplecardano ou EOS, por exemplo, todas as moedas digitais são essencialmente sem fronteiras. Elas podem ser mineradas em qualquer lugar e, geralmente, comercializadas globalmente.

Ainda assim, nem todos os locais são tão propícios para a crescente classe de ativos quanto os outros. Alguns países oferecem considerações benéficas em termos de impostos para empresas de criptomoedas, ao passo que outros têm regulamentações relativamente simples. Alguns estão estimulando o dinheiro digital como uma alternativa ao dinheiro fiduciário e alguns estão até pensando em lançar suas próprias moedas alternativas. Alguns países têm uma variedade de iniciativas em jogo para fomentar o negócio de criptomoedas e a inovação da blockchain.

Abaixo estão sete locais que estabelecem sistemas que são compatíveis com criptomoedas. Nós não estamos defendendo nenhum deles, nem gostaríamos de fazer isso em pelo menos um caso. Mas o nível de esforço que esses centros regionais estão gastando merece atenção. É concebível que o próximo avanço neste setor possa vir da atividade empreendedora em um desses locais.

1. Japão

Entre os países asiáticos, o Japão parece ter assumido a liderança no apoio às criptomoedas. Certamente está muito à frente de seu vizinho mais restrito, a China, que reprimiu tanto os ICOs quanto as negociações em corretoras nos últimos anos.

Já que o pseudônimo Satoshi Nakamoto é o nome atribuído à pessoa desconhecida que desenvolveu o Bitcoin (ou pessoas desconhecidas que o desenvolveram), talvez faça sentido que o Japão esteja na vanguarda dos ambientes propícios a criptomoedas.

Depois da corretora com sede no Japão Mt. Gox, que foi devastada por um ataque, finalmente ter entrado em colapso em fevereiro de 2014 – até hoje o maior escândalo de em corretora de criptomoedas na classe de ativos – as corretoras de criptomoedas do Japão se reuniram para formar uma nova organização autorreguladora que iria propor diretrizes para legalizar ofertas iniciais de moedas (ICOs, na sigla em inglês) e formular padrões da indústria a fim de proteger os investidores, mas também permitir que a indústria cresça e inove. A associação de trabalho, chamada ICO Business Research Group, inclui legisladores, acadêmicos, banqueiros e o diretor-geral da bitFlyer, a maior corretora de criptomoedas do país. De acordo com pesquisas do governo, a legislação permitiria que ICOs e corretoras de criptomoedas potencialmente lucrativos continuassem a operar enquanto, ao mesmo tempo, proporcionariam ao governo maior percepção e transparência nessas atividades.

2. Venezuela

A nação sul-americana, rica em petróleo, mas severamente endividada, provocou polêmica e muito escárnio quando lançou sua própria moeda digital, a Petro, patrocinada pelo petróleo; a Venezuela a teria lançado em fevereiro. De acordo com a CNN, o presidente do país, Nicolas Maduro, “alegou que o token – que é executado no blockchain do NEM e é supostamente lastreado em barris de petróleo – arrecadou mais de US$ 5 bilhões durante o primeiro mês de sua venda, embora o sentimento predominante entre os analistas é que a alegação é manifestamente falsa “.

Ainda assim, no final de abril, foi divulgada a notícia de que a Venezuela ofereceu à Índia um desconto de 30% nas compras de petróleo caso fossem pagas em Petro. A Bitcoin Magazine informa que “a Venezuela garantiu aos compradores que a Petro carregará todo o peso da moeda com curso legal, aceitável como pagamento de taxas e impostos e poderá ser trocada pela moeda do país, o bolívar.

Embora muitos estejam céticos em relação ao próprio Petro, e igualmente aos supostos esforços do governo venezuelano para integrar a criptomoeda à sua economia fracassada, há alguns que veem o mérito no esforço de ganhar credibilidade para qualquer criptomoeda. David Garcia, diretor executivo, vice-presidente e sócio da Ripio Credit Network, observa que a América Latina está passando por um período de transição.

A região sofreu bastante devido à corrupção política, às crises econômicas e sofre com a alta inflação e a rápida desvalorização da moeda. Isto é particularmente verdadeiro para a Venezuela atualmente, mas também pode caracterizar outras localidades latino-americanas. É a opinião de Garcia que, para mover esses países em uma direção positiva, idéias e soluções inovadoras – como blockchain e criptomoedas – são uma solução necessária.

3. Suécia

A Suécia foi o primeiro país a autorizar o comércio de duas notas negociadas em bolsa (ETNs) com base no bitcoin na Europa em 2015, administradas pela XBT Providers. Os fundos – Bitcoin Tracker One XBT (ST: SE0007126024), negociado em coroa sueca, e Bitcoin Tracker EUR XBT Provider (ST: SE0007525332) – são negociados na Nordic NASDAQ, importante bolsa sueca.

Desde o seu lançamento, o XBT emitiu versões na Dinamarca, Finlândia, Estônia e Letônia. No início de dezembro de 2017, a Cointelegraph declarou que os ETNs suecos eram “maiores que 80% dos ETFs dos EUA”. Em meados de janeiro, a CNBC observou que os investimentos de bitcoin na Suécia haviam atraído US$ 1,3 bilhão em fundos.

Além disso, o banco central da Suécia, o Riksbank, vem pensando em criar uma moeda eletrônica, batizada de e-krona, em resposta ao fato de que a Suécia está se tornando rapidamente a primeira sociedade sem papel moeda do mundo. No entanto, o setor bancário do país está pressionando um movimento de recuo. Hans Lindberg, diretor executivo da Swedish Bankers ‘Association disse, durante uma entrevista em 17 de abril, “quando se trata de dinheiro eletrônico, já há muito. Existem cartões bancários, cartões de crédito … e outras soluções eletrônicas. A melhor opção também será provavelmente a do Riksbank aderindo ao atacado”.

No entanto, o economista global do HSBC, James Pomeroy, acredita que ainda é possível que a Suécia seja o primeiro país do mundo a emitir uma moeda eletrônica, que poderá ser lançada nos próximos anos. A Venezuela pode ter saído na frente em um lançamento de criptografia apoiado pelo governo, mas o país escandinavo, com sua economia mais forte e órgãos reguladores mais confiáveis, ainda pode inova nesta classe de ativos nesse sentido, ao mesmo tempo em que continua liderando o setor de criptomoedas na Europa.

4. Suíça

A Autoridade de Supervisão do Mercado Financeiro da Suíça (FINMA) está na vanguarda quando se trata de clareza em torno da regulamentação de criptografia e apoio às ofertas iniciais de moeda (ICOs). Marc Bernegger, especialista em fintech radicado na Suíça, além de empresário e consultor de criptomoedas da SwissRealCoin, diz que tradicionalmente o país tem sido um paraíso para a riqueza. Isto se deve, em parte, a regulamentações financeiras mais abertas e a uma cultura permanente que impulsiona a privacidade daqueles que usam instituições bancárias suíças. Bernegger observa que a Suíça tem sido “visionária” sobre os criptoativos como parte da gestão geral de patrimônio e está “se preparando para a economia em transformação”.

A área ao redor da cidade de Zug, no centro-norte da Suíça, ficou conhecida como “Vale (SA:VALE3) das Criptomoedas”, desde que o ICO do ethereum ocorreu por lá em 2014. A região vizinha abriga um dos ecossistemas mais ativos para os empreendedores, desenvolvedores e investidores de criptomeodas, explica Antoine Verdon, cofundador da Proxeus, um integrador de blockchain.

“Em janeiro, o ministro da Economia suíço declarou sua ambição de tornar a Suíça uma ‘Criptonação’ e o ecossistema já ativo está crescendo além de sua antiga base, com várias empresas e administrações públicas em todo o país executando projetos em prova de conceito e, recentemente, a abertura de um espaço de coworking em Zurique dedicado exclusivamente a projetos blockchain”.

5. Israel

Negociações regulatórias com foco em criptomoedas continuam em Israel enquanto os legisladores buscam maneiras de proteger os investidores. Embora o sistema bancário israelense não tenha ajudado a fomentar negócios relacionados ao bitcoin – o Union Bank of Israel, sexto maior banco do país, está sendo processado por uma mineradora local depois que o banco suspendeu as transferências de fundos de bitcoin para a mineradora; o Bank Leumi, o segundo maior do país, tentou impedir a atividade de conta de uma corretora local – os tribunais distritais e a Suprema Corte do país têm atuado. Isso é certamente uma grande vitória para o setor local de criptomoedas.

Além disso, relatórios recentes indicam que o Banco Central do país, o Banco de Israel, há vários meses observa a possibilidade de uma moeda patrocinada pelo Estado. De acordo com o Jerusalem Post, “o shekel digital registraria todas as transações por telefone celular e tornaria mais difícil evitar a taxação”, segundo uma fonte anônima. O shekel digital, se e quando fosse lançado, teria valor ao físico idêntico ao do shekel.

Com relação à inovação tecnológica, a cultura de startups de Israel está à frente da curva. Roy Meirom, cofundador e vice-presidente de desenvolvimento de negócios da WeMark, destaca que a implementação de blockchain é muito procurada por muitos dos cerca de 300 centros multinacionais de pesquisa e desenvolvimento que operam em Israel.

Ele diz que o pequeno país do Oriente Médio, muitas vezes referido como a “Nação Startup”, está rapidamente se tornando um centro para o desenvolvimento relacionado ao blockchain.

“Cientistas e engenheiros na força de trabalho, muitos dos quais formados pelas forças de inteligência militar de elite do país, fizeram a transição para apoiar essa demanda impressionante, complementada por um número cada vez maior de startups de blockchain e um ecossistema de apoio”.

6. Bermuda

Bermuda, pequeno país da Comunidade Britânica do Caribe localizada no Atlântico Norte, tem mostrado interesse ativo em aprovar a regulamentação de criptomoedas para começar a construir uma estrutura apropriada para fomentar empresas de criptomoedas, incluindo corretoras, serviços de carteira e provedores de pagamento. Recentemente, a Lei de Negócios em Moeda Virtual (VCBA, na sigla em inglês) da Autoridade Monetária de Bermuda foi aprovada pela Câmara dos Comuns no Reino Unido.

Bermudas propôs uma legislação de ICOs que tomará a forma de emendas à Lei de Sociedades de 1981 do país e à Lei de Sociedades de Responsabilidade Limitada de 2016. No final do ano passado, o Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças de Bermuda, David Burt, lançou uma força-tarefa de blockchain dividida em dois grupos, o Grupo de Trabalho Legal e Regulatório de Blockchain e o Grupo de Trabalho de Negócios em Blockchain.

7. Alemanha

A capital da Alemanha, Berlim, é talvez uma das cidades mais propícias às criptomoedas na União Européia. Foi apelidado de Capital Bitcoin da Europa em 2013 pelo jornal Guardian do Reino Unido, e continua a ter essa posição. Atualmente, pode-se comprar um apartamento na cidade, realizar reservas para férias, comer e beber em uma variedade de restaurantes locais badalados usando o Bitcoin.

Thomas Schouten, líder de marketing da Lisk, a plataforma de aplicativos blockchain, diz que a Lisk tem escritórios-chave em Berlim, com sua sede na Suíça. Berlim oferece uma cena vibrante de startups e tecnologia, com um grande pool de talentos e uma cultura dinâmica, diz ele, o que facilita a atração de pessoal. Além disso, explica ele, os alemães, assim como seu governo, têm uma abordagem aberta à tecnologia blockchain.

Isso é destacado pelo fato de ter sido o primeiro país a aceitar o Bitcoin como moeda, tendo feito isso em 2014. Da mesma forma, os membros do conselho do banco central da Alemanha, o Deutsche Bundesbank, pediram a regulamentação efetiva e apropriada dos mercados de criptomoedas e de tokens. De fato, Joachim Wuermeling, um de seus diretores, falou sobre a necessidade de cooperação internacional sobre o assunto:

A regulação efetiva das moedas virtuais seria, portanto, apenas alcançável através da maior cooperação internacional possível, porque o poder regulador dos estados-nação é obviamente limitado.

Para o efeito, vários decisores alemães dos bancos centrais estiveram envolvidos em discussões a nível da União Europeia sobre formas de impulsionar o setor em toda a região, incluindo através da Parceria Europeia Blockchain.

Por Investing.com

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Última atualização por Gustavo Kahil - 08/05/2018 - 12:23

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