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Empresas ligadas à WTT se recusaram a assinar plano de recuperação da Fictor

24 jun 2026, 7:30 - atualizado em 23 jun 2026, 21:52

O plano de recuperação judicial apresentado pela Fictor na noite desta terça-feira (23) revelou um novo capítulo da disputa travada pelo grupo com a WTT Participações. Segundo o documento protocolado na Justiça, empresas ligadas à WTT se recusaram a assinar o plano por entenderem que não fazem mais parte da recuperação judicial.

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A controvérsia envolve a própria Fictor & WTT S.A. e sociedades ligadas ao braço de energia do conglomerado. De acordo com a Fictor, após negociações extrajudiciais, as empresas comunicaram formalmente que não assinariam o plano por considerarem que já não integram o polo ativo da recuperação judicial.

A posição reflete uma disputa que se arrasta desde o início do processo de recuperação. A WTT tenta retirar a joint venture e suas subsidiárias da recuperação judicial, enquanto a Fictor sustenta que as companhias permanecem vinculadas ao processo.

O embate ganhou força em março, quando a Justiça de São Paulo suspendeu os direitos políticos da Fictor Infra e Energia na joint venture Fictor & WTT e determinou o afastamento de Rafael Góis, controlador do Grupo Fictor, da presidência da companhia.

Na ocasião, o magistrado entendeu que a inclusão da Fictor Energia na recuperação judicial acionou cláusulas previstas no acordo societário entre as partes.

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A decisão retirou da Fictor direitos de voto, veto, convocação de assembleias e participação em deliberações da empresa conjunta. O juiz também apontou potencial conflito de interesses na permanência de Góis na administração da sociedade.

Segundo o plano de recuperação, a discussão ainda está longe de um desfecho. A Fictor lista processos judiciais movidos pela WTT e reconhece que parte das empresas ligadas ao segmento de energia tem sua permanência na recuperação judicial questionada perante o Judiciário.

A disputa é relevante para os credores porque envolve ativos considerados estratégicos pelo grupo. A eventual saída dessas empresas do processo pode reduzir o conjunto de ativos e direitos econômicos disponíveis para sustentar a recuperação judicial.

Segundo uma fonte com conhecimento no assunto, o embate deve, até mesmo, dificultar que a Justiça aprove o plano de RJ.

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A recuperação da Fictor foi protocolada em fevereiro deste ano com dívidas declaradas de aproximadamente R$ 4,3 bilhões. Inicialmente restrito à Fictor Holding e à Fictor Invest, o processo foi posteriormente ampliado para incluir dezenas de subsidiárias e tem sido marcado por disputas envolvendo investidores de SCPs, ativos do grupo e conflitos societários no segmento de energia.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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