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‘A barra estava extremamente alta’: O que pode acontecer com a Aura (AURA33), que já disparou mais do que o ouro?

27 fev 2026, 17:59 - atualizado em 27 fev 2026, 18:04
Aura Minerals
Aura Minerals (AURA33) divulgou resultados positivos sobre o último trimestre de 2025, mas alta acima de 400% em cerca de 12 meses deixa a empresa em nova posição; entenda (imagem: Aura Minerals)

A XP divulgou seu relatório sobre os resultados da Aura Minerals (AURA33) no quarto trimestre de 2025. Nele, a corretora classifica os números como “sólidos, porém em linha”.

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O analista Lucas Laghi destaca o desempenho robusto em relação aos custos da companhia e a aprovação da estrada em Borborema, “resultando em um aumento significativo das reservas do ativo”.

Quando olha para o futuro da mineradora, Laghi continua esperando dados positivos, movidos principalmente por aumento da produção de MSG e Apoena, expansão da capacidade de Borborema, avanço na mineração subterrânea em Almas, execução de Era Dourada e preços favoráveis do ouro, cotado atualmente na casa dos US$ 5.200 por onça.

Entretanto, ele menciona a cotação da commodity já subiu de maneira substancial — assim como o valor de mercado da Aura.

A subida é diferente para quem já está no alto

Os resultados de 2025 da mineradora reluzem de longe. O BTG Pactual destaca que os papéis da companhia já haviam subido 70% somente em 2026 (até 26 de fevereiro), além de terem multiplicado valor nos últimos anos: “um movimento nunca visto em nossas carreiras”, ressalta Leonardo Correa em relatório do banco.

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Ele mantém a tese estrutural sobre a Aura Minerals e acredita que o ouro cotado acima dos US$ 5.000 por onça ainda é positivo para a companhia. Por outro lado, avisa que o guidance de 2026 pode levar a realizações de lucros por parte dos investidores. Visão que pode fazer sentido para a queda acima de 7% registrada pelos papéis AURA33 no pregão desta sexta.

Para este ano, a média das previsões da companhia é de produzir 365 mil onças, 6% abaixo do que era esperado pelo BTG. Somando isso ao yield menor, de 1% no trimestre e as estimativas do banco para queda de 4% ou 5% no EBITDA ao longo do ano, “não nos surpreenderia ver alguma pressão vendedora no curto prazo”, acrescenta.

O analista resume que todas as visões sobre a Aura estão ligadas às expectativas: “e aqui a barra estava extremamente alta”. Com isso, sua visão para o futuro da empresa difere da XP: “Com as ações subindo tão rapidamente e nosso preço-alvo já praticamente atingido, novos ganhos dependem em grande parte da continuidade da alta do ouro”.

A companhia valorizou mais de 400% em 12 meses, enquanto o metal precioso acumula alta entre 70% e 80%.

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Entretanto, na visão do banco, isso não tira méritos da Aura. “A companhia continua sendo uma operadora de ouro de alta qualidade na América Latina”, afirma Correa, que também aponta para o pipeline de crescimento com meta para ultrapassar as 600 mil onças em 2026.

Além disso, o analista acredita que os fundamentos do ouro seguem favoráveis, algo positivo para a Aura, uma empresa tão exposta à commodity.

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Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, escreve sobre o mercado financeiro e economia desde 2021.
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