Federal Reserve

A bolada que Kevin Warsh teve que ‘vender’ antes de assumir o Fed

19 maio 2026, 16:36 - atualizado em 19 maio 2026, 16:47
Kevin Warsh fed eua
Kevin Warsh, indicado para o cargo de chair do Fed, durante audiência no Comitê Bancário do Senado dos EUA 21 de abril de 2026 (REUTERS/Kevin Lamarque)

O futuro presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, vendeu a maior parte dos ativos financeiros dos quais havia prometido se desfazer antes de assumir o comando do banco central dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pela agência de notícias Bloomberg nesta terça-feira (19), com base em um novo registro do governo norte-americano.

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Segundo documentos do Escritório de Ética Governamental dos EUA (OGE, na sigla em inglês), Warsh recebeu um certificado de desinvestimento, em 16 de maio, indicando a venda de participações avaliadas em pelo menos US$ 100 milhões em diferentes investimentos.

A movimentação é considerada um passo importante para reduzir as críticas envolvendo possíveis conflitos de interesse durante o processo de confirmação de Warsh no Senado para assumir o posto.

Apesar disso, o documento não incluiu dois investimentos, cada um avaliado entre US$ 250 mil e US$ 500 mil, que o economista também havia prometido vender antes de tomar posse.

Nas declarações financeiras apresentadas durante sua indicação ao Fed, Warsh reportou ativos de pelo menos US$ 192 milhões. O valor real, porém, pode ser ainda maior, já que parte das informações foi divulgada em faixas amplas de patrimônio.

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A Bloomberg destacou, ainda, que Warsh será um dos dirigentes mais ricos da história do Fed.

Durante a sabatina no Senado, parlamentares democratas criticaram a falta de transparência das declarações patrimoniais. A senadora Elizabeth Warren questionou diretamente o economista sobre possíveis ligações financeiras com o presidente Donald Trump, o empresário Jeffrey Epstein e empresas envolvidas em atividades criminosas.

Entre os maiores ativos já vendidos por Warsh estão duas participações no Juggernaut Fund, fundo privado administrado pelo bilionário gestor Stan Druckenmiller por meio do Duquesne Family Office. Cada posição valia mais de US$ 50 milhões. Warsh trabalhou como conselheiro da Duquesne entre 2011 e 2026.

Ainda segundo a Bloomberg, os investimentos restantes que Warsh afirmou que venderia antes da posse também possuem ligação com a Duquesne, embora ainda não apareçam no certificado do OGE.

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A posse oficial de Warsh como chairman do Fed está marcada para sexta-feira (22), em uma cerimônia na Casa Branca conduzida por Trump.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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