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‘A CVM saiu da posição de só proteger, e até de bloquear o investidor, para reconhecer a competição do mercado de criptomoedas’, diz ex-membro do órgão

29 ago 2025, 17:13 - atualizado em 29 ago 2025, 17:13
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(Imagem: Reprodução/CVM)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mudou sua visão sobre o mercado de criptomoedas nos últimos cinco anos.

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Ao menos, é o que pensa Daniel Maeda, superintendente jurídico da B3 e ex-diretor da autarquia, cujo mandato terminou em dezembro do ano passado. 

Para Maeda, a CVM tem investido seus recursos e apostado na estratégia de Web 3.0, criptoeconomia e tokenização. Ele palestrava em um evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) nesta sexta-feira (29).

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Ele vê a tokenização como um caminho para a democratização e universalização do acesso a serviços financeiros, tanto para investidores quanto para emissores

“Hoje a gente tem uma esteira com empresas de pequeno porte fazendo emissões menores, de cerca de R$ 5 milhões”, explica. Isso porque, no mercado financeiro tradicional, essa captação se torna muito onerosa, em especial para companhias menores. 

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“Essa abordagem da CVM focada em inovação é nova, não é algo que a gente faz há trinta anos. A gente faz de 5, 6 ou 7 anos pra cá e eu fico feliz que a gente tenha conseguido acelerar”, comenta.

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Regulação de criptomoedas na CVM

O executivo explica que essa mudança aconteceu não apenas do ponto de vista tecnológico, mas também da própria filosofia da CVM. 

“A CVM saiu da posição de só proteger, e até de bloquear o investidor, para reconhecer a competição do mercado de criptomoedas”, comenta Maeda. 

Além disso, ele reconhece que o investidor já estava inserido no mundo das criptomoedas e que, portanto, o órgão deveria reagir de maneira mais estratégica. 

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“O que engaja o investidor? Se é cripto, vamos pensar em produtos com vantagens que o mundo regulado pode trazer”, diz. “Eu vejo uma perspectiva muito interessante, de uma pegada até mais pragmática, que a CVM tem adotado com essas novas fronteiras”. 

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É editor-assistente do Money Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, estuda ciências econômicas na São Judas. Atuou como repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
renan.sousa@moneytimes.com.br
É editor-assistente do Money Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, estuda ciências econômicas na São Judas. Atuou como repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.