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Ação da Oi está perto de deixar de ser papel apenas para especuladores

13 nov 2020, 18:08 - atualizado em 13 nov 2020, 18:08
Oi participa da CCXP 2019
Solidez: para analistas, reestruturação da Oi avança de modo consistente (Imagem: Divulgação/Oi/Facebook)

Com o balanço do terceiro trimestre, divulgado nesta sexta-feira (13), a Oi (OIBR3) provou novamente que está no caminho certo para se reestruturar e superar a recuperação judicial. Com isso, suas ações, que chegaram a valer apenas alguns centavos e se tornaram alvos constantes de especuladores, voltarão a ser um papel sustentado por uma boa tese de investimento.

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A avaliação é de Fred Mendes e Flávia Meireles, que assinam o breve comentário da Ágora Investimentos sobre a empresa. “Acreditamos que, após os fortes resultados do terceiro trimestre, os investidores prestarão mais atenção à Oi e ao seu turnaround, do que a um nome puramente direcionado a eventos”, afirmam.

Carlos Sequeira e Osni Carfi, do BTG Pactual (BPAC11), seguem raciocínio parecido. “Continuamos positivos com a empresa, na medida em que a gestão executa perfeitamente o plano de reestruturação”, declaram.

Leilão

Um passo importante será dado em 14 de dezembro, com o leilão da área de telefonia móvel da Oi. Por ora, o consórcio formado pelas rivais TIM (TIMS3), Claro e Vivo (VIVT4) é o favorito para arrematar o negócio, com uma oferta de R$ 16 bilhões.

Por isso, mesmo a queima de caixa foi tratada com mais simpatia pelos analistas neste terceiro trimestre. É verdade que os R$ 384 milhões consumidos ficaram abaixo dos R$ 1,1 bilhão que a Oi queimou no mesmo período do ano passado.

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A Ágora e o BTG Pactual reforçaram suas recomendações de compra para as ações. O preço-alvo da Ágora é de R$ 3,10 por papel; o do BTG, R$ 2,80.

Resultados

A Oi apresentou prejuízo líquido consolidado de R$ 2,580 bilhões no terceiro trimestre. A cifra é 55,4% menor que a do mesmo período do ano passado, quando as perdas somaram R$ 5,784 bilhões. Ela também é 26,1% menor que o prejuízo do segundo trimestre.

A forte contenção de custos operacionais e de despesas financeiras foram os principais fatores para a redução das perdas da Oi entre julho e setembro. A receita líquida recuou 5,9%, na comparação com o ano anterior, e ficou em R$ 4,706 bilhões.

Veja o relatório de resultados da Oi.

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Diretor de Redação do Money Times
Ingressou no Money Times em 2019, tendo atuado como repórter e editor. Formado em Jornalismo pela ECA/USP em 2000, é mestre em Ciência Política pela FLCH/USP e possui MBA em Derivativos e Informações Econômicas pela FIA/BM&F Bovespa. Iniciou na grande imprensa em 2000, como repórter no InvestNews da Gazeta Mercantil. Desde então, escreveu sobre economia, política, negócios e finanças para a Agência Estado, Exame.com, IstoÉ Dinheiro e O Financista, entre outros.
marcio.juliboni@moneytimes.com.br
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