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Acionistas da Azul aprovam grupamento de ações e aérea retomará o ticker AZUL3; entenda a operação

26 mar 2026, 8:34 - atualizado em 26 mar 2026, 8:34
Azul
(Imagem: iStock.com/dabldy)

A Azul (AZUL53) informou ao mercado que, em assembleia geral extraordinária realizada na quarta-feira (25), seus acionistas aprovaram a proposta de grupamento de ações na proporção de 150 mil para 1, sem modificação no valor do capital social da companhia.

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De acordo com o fato relevante, os efeitos do grupamento terão início a partir do dia 20 de abril de 2026.

Os acionistas que possuem ações ordinárias em número que não seja múltiplo de 150.000 poderão, se quiserem, até o dia 17 de abril, ajustar as respectivas posições via mercado, mediante a composição de sua posição em lotes múltiplos de 150.000 ações.

“A partir de 20 de abril de 2026, o grupamento passará a ser plenamente eficaz e as ações da companhia passarão a ser negociadas de forma exclusivamente grupada, sendo o lote padrão de negociação reduzido de 1.000.000 para 100 ações e o fator de cotação passará a ser de 1 ação”, disse a companhia aérea.

Conforme a B3 anunciou para a Azul, após o grupamento as negociações das ações da companhia ocorrerão sob o código AZUL3, em vez do atual AZUL53.

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O grupamento de ações é um caminho comumente utilizado para elevar o valor de uma ação, consolidando um número de ações existentes em um número menor, resultando, assim, em um aumento proporcional no valor de cada uma.

Para entender o movimento, vale recapitular que hoje as negociações das ações da Azul ocorrem por meio de lotes de 1 milhão. Na prática, apesar de o valor de tela mostrar que no fechamento de quarta-feira (25) AZUL53 estava cotada a R$ 240, esse valor dividido pela quantidade de ações no lote representa um valor individual que vale menos do que centavos.

A companhia passou a negociar em lotes por conta da capitalização que realizou em seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), no qual emitiu bilhões de ações e gerou diluição massiva dos acionistas.

Reestruturação da Azul

Em 20 de fevereiro, a Azul anunciou a conclusão de seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos e saiu do Chapter 11, após cumprir todas as condições previstas no plano de reorganização.

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Com o encerramento do processo, a Azul reduziu sua dívida de empréstimos e financiamentos em cerca de US$ 1,1 bilhão, cortou em aproximadamente 40% o endividamento relacionado a arrendamentos de aeronaves e diminuiu em mais de 50% os pagamentos anuais de juros em comparação com o período anterior ao Chapter 11.

Além disso, estima que seus gastos recorrentes com leasing serão reduzidos em cerca de um terço. O plano foi viabilizado pela captação de aproximadamente US$ 1,375 bilhão em Sênior Notes e US$ 950 milhões em aportes de capital.

A ordem na Azul após a saída do Chapter 11 é redução de alavancagem e foco em geração de caixa, de acordo com falas do CEO da aérea, John Rodgerson, em entrevista coletiva com jornalistas realizada após o anúncio.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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