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É hora de comprar bolsa? Ações brasileiras podem subir até 65% e small caps triplicar, diz Empiricus Research

29 ago 2025, 16:23 - atualizado em 29 ago 2025, 16:24
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(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

A combinação de um valuation atraente e catalisadores expressivos à frente pode justificar o início de um grande ciclo de alta da bolsa brasileira. O suficiente para fazer as ações saltarem em média 40%, e até 65%, em uma perspectiva mais otimista.

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A estimativa foi feita em um relatório especial da Empiricus Research, assinado pelo estrategista-chefe da casa, Felipe Miranda, e os analistas Caio AraujoLarissa Quaresma Matheus Spiess.

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Entre os fatores que podem impulsionar o desempenho dos ativos de risco no Brasil, se destacam: a provável queda da Selic em 2026; a probabilidade de mudança no pêndulo político e, consequentemente, na gestão da economia; e a realocação de investidores dos Estados Unidos para países emergentes.

“Não se trata de abstração ou devaneio: ciclos anteriores no Brasil, com paralelos objetivos ao atual, já proporcionaram multiplicações de capital fora do padrão. Não há garantia que retornos passados se repitam no futuro. Mas é possível que estejamos diante de mais um ciclo dessa natureza”, escreveram os analistas no relatório Trincheira Tropical e o Elogio do Vira-Lata: A hora de comprar ações e FIIs.

Bull market global em curso

Os analistas destacam que, desde o começo do ano, em um movimento catalisado pelo evento DeepSeek e pelas incertezas da política econômica do presidente dos EUA, Donald Trump, o mundo passou a questionar o excepcionalismo norte-americano.

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Na visão da Empiricus, isso não significa o “fim” desse excepcionalismo, como alguns colocaram, mas uma redução dele. “Se, antes, o investidor global tinha 70% ou 80% de seus ativos em dólar, agora ele pode ter algo mais perto de 60%. Essa readequação pode implicar trilhões de dólares. É brutal”, explicam os analistas.

Nesse movimento, o DXY  cesta do dólar contra as principais divisas internacionais -, atingiu o menor patamar em quatro anos, e o euro fez máxima em três anos contra a moeda americana.

A Empiricus lembra que, historicamente, os ciclos de dólar fraco estão associados a valorizações vigorosas de mercados emergentes, como é o caso do Brasil. Até o momento, a B3 registrou entrada líquida de cerca de R$ 20 bilhões vindos do exterior em 2025.

“Em paralelo, o mundo todo passa por um bull market (movimento de alta). O ouro renova máximas, o Bitcoin também; as bolsas europeias lideram as valorizações no ano, seguidas de outros mercados acionários em emergentes”, diz o relatório.

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A casa ressalta que mesmo as bolsas norte-americanas, depois de uma correção no começo do ano, renovaram picos históricos, empurradas pelo otimismo com lucros corporativos, pela expectativa de novos cortes de juros pelo Federal Reserve (provavelmente em setembro) e pelo ambiente transformacional associado à inteligência artificial, cujos ganhos de produtividade nos colocam em paralelo com outras grandes revoluções ao longo da história.

O quanto a bolsa brasileira está barata?

Em meio a este cenário, os ativos brasileiros estão descontados frente aos valores considerados justos. Os analistas veem as ações e os fundos imobiliários (FIIs) negociando com grande desconto em relação ao apontado pelos seus fundamentos objetivos.

Segundo a equipe de análise, o Ibovespa negocia hoje ao redor de 8x lucros, contra uma média histórica de 10,5x.

Já o SMAL11, carteira de small e midcaps, está ainda mais descontado: cerca de 9x lucros, frente a um histórico de 14,8x.

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“Somente para voltarmos ao cenário brasileiro típico, já teríamos potencial de valorização relevante. O dividend yield médio projetado, tanto do IDIV (9%) quanto do Ibovespa (5,5%) estão altos para padrões históricos, o que, em outras situações, foi bom preditor de movimentos de valorização das ações. Os fundos imobiliários negociam a 84% de seu valor patrimonial, sendo que consideraríamos justo algo mais alinhado com o book”, diz o relatório.

Ações podem subir até 65% e small caps triplicar

Para avaliar o tamanho da oportunidade que se desenha, os analistas testaram alguns cenários, com base em múltiplos e preços de ativos sob uma hipótese mais construtiva de ciclo.

Na hipótese conservadora, apenas assumindo a volta dos múltiplos ao patamar histórico e projetando um crescimento de lucros de 15%, o potencial médio de valorização das ações brasileiras gira em torno de 40%, na projeção dos analistas.

Já no cenário otimista, com múltiplos de saída compatíveis com outros momentos de euforia cíclica no Brasil, esse número sobe para cerca de 65%.

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“Em algumas small caps, a chance de dobrar ou até triplicar é concreta – não como hipótese remota, mas como extrapolação de movimentos que já vimos acontecer”, avalia a Empiricus.

Os analistas destacam que os números podem parecer exagerados à primeira vista. No entanto, lembram que os investidores mais experientes passaram por fases marcantes, como o ciclo de 2016 a 2019 ou, voltando ainda mais, o período entre 2003 e 2007.

Eles destacam que nas ocasiões mencionadas, multiplicações de capital investido da ordem de 5, 10, até 20 vezes foram “não apenas possíveis, mas relativamente acessíveis.”

“A história mostra que, nos momentos de virada, os movimentos reais costumam ser muito mais intensos e rápidos do que nossa mente linear é capaz de antecipar”, afirmam.

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Confira o relatório completo da Empiricus Research neste link, com as análises e recomendações para capturar todo o contexto abordado.

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