Ações da Vulcabras (VULC3) sobem até 6% após resultados do 4T25; veja o que agradou e se é hora de comprar
As ações da Vulcabras (VULC3) reagem positivamente ao balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), chegando a saltar 6% na B3 no pregão desta quarta-feira (4). Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva.
A dona da Olympikus e Mizuno registrou lucro líquido recorrente de R$ 158,8 milhões no trimestre, um recuo de 6,1% na comparação com o mesmo período em 2024. Apesar da contração, a companhia superou as expectativas, uma vez que consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro líquido de R$ 152 milhões no quarto trimestre de 2025.
No acumulado de 2025, o lucro líquido recorrente totaliza R$ 572,9 milhões, um avanço de 5,3% ante o ano de 2024.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente somou R$ 220,7 milhões no 4T25, um avanço de 14,8% em base anual. Em 2025, o Ebitda recorrente totalizou R$ 763,1 milhões, alta de 13% em base anual.
A receita líquida avançou 11,4% na comparação anual, chegando a R$ 1 bilhão no quarto trimestre de 2025. No acumulado de 2025, a linha atingiu R$ 4,2 bilhões, um avanço de 16,7%.
Por volta de 13h10 (horário de Brasília), as ações subiam 3,90%, cotadas a R$ 18,63. Acompanhe o tempo real.
Na avaliação do BTG Pactual, o balanço do quarto trimestre da Vulcabras é encorajador, com resultados ligeiramente acima das estimativas, forte crescimento de receita líquida e leve aumento de margem Ebitda, apesar de investimentos relacionados à força de trabalho pressionarem a margem bruta.
Em entrevista ao Money Times, o CEO da Vulcabras, Pedro Bartelle, abordou a questão da diminuição de margens que a companhia reportou no ano passado, em especial à margem bruta.
“Isso aconteceu consciente, porque tivemos uma demanda muito maior do que esperávamos pelos nossos produtos e acabamos contratando mais pessoas. Isso gerou uma temporária ineficiência, controlada, que já sabíamos”, coloca o executivo.
Ele afirma que o quarto trimestre já mostra um retorno das margens para os patamares anteriores. “Nos vemos em um momento muito bom, de recuperação de margem e crescimento”.
A margem bruta da companhia teve contração de 0,2 ponto percentual na base anual, indo para 41,4% no quarto trimestre de 2025. No caso da margem líquida, houve recuo de 3 pontos percentuais, chegando a 15,7%.
Já a margem Ebitda subiu 0,7 ponto percentual no ano, atingindo 21,9% no quarto trimestre de 2025.
Hora de comprar Vulcabras?
Para o BTG, os resultados desse trimestre mostraram melhora na rentabilidade e forte crescimento da receita.
“Vemos a expansão robusta da linha superior como sustentável, além de um cenário mais favorável para a Vulcabras no longo prazo, com a captura de oportunidades decorrentes dos acordos com a Under Armour e a Mizuno”, dizem os analistas.
Com a ação sendo negociada a 8 vezes o preço sobre o lucro (P/L) 2026 e apresentando um dos maiores dividend yields (retorno de dividendos) dentro da cobertura do banco, os analistas reiteram a recomendação de compra para a Vulcabras.
A XP Investimentos avalia os resultados como mistos, tendo em vista a desaceleração no crescimento da receita sustentada por preço/mix, embora com pressão na margem bruta próxima de um ponto de inflexão.
A casa destaca que as tendências de receita saudáveis, porém em desaceleração, apoiadas por preço/mix, à medida que a companhia optou por priorizar margens em vez de buscar crescimento de volume em meio a um ambiente de mercado altamente promocional.
Como destaque positivo, a pressão na margem bruta decorrente de contratações recentes se aproximou de um ponto de inflexão, enquanto maiores investimentos em marketing foram compensados pela diluição das despesas com vendas, avalia a XP.
“Além disso, apesar de operar em um ambiente competitivo intenso, a VULC indicou perspectivas positivas para 2026, enquanto a administração permanece confiante de que os recentes investimentos na fábrica devem se normalizar e sustentar resultados positivos à frente. Assim, mantemos nossa recomendação de Compra”, dizem os analistas.
O Itaú BBA avalia positivamente os números do quarto trimestre, destacando que o Ebitda e lucro líquido vieram 5% e 15% acima do esperado, respectivamente.
A casa mantém classificação outperform, equivalente à compra para a Vulcabras.