Agenda: Ata do Copom e prévia da inflação podem redefinir apostas para a Selic; confira os indicadores desta semana
A semana deve funcionar como um teste direto para o cenário traçado pelo Banco Central após o corte da taxa Selic, com a agenda doméstica concentrando os principais gatilhos para o mercado.
O destaque absoluto fica para a quinta-feira (26), quando serão divulgados o IPCA-15 e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A prévia da inflação é vista como o principal termômetro da semana e pode reforçar (ou colocar em dúvida) a continuidade do ciclo de cortes de juros. Já o RTI deve trazer mais detalhes sobre as projeções e o balanço de riscos da autoridade monetária.
Antes disso, na terça-feira (24), a ata do Copom ajuda a calibrar as expectativas ao detalhar o racional da decisão recente e sinalizar os próximos passos da política monetária.
A semana começa com o Boletim Focus na segunda-feira (23), importante para medir eventuais mudanças nas projeções do mercado, enquanto a sexta-feira (27) traz a taxa de desemprego, indicador relevante para avaliar o ritmo da atividade econômica.
No exterior, a agenda também traz pontos relevantes, especialmente nos Estados Unidos. Os dados de atividade, como os PMIs de indústria e serviços, ajudam a medir o fôlego da economia, enquanto os números do mercado de trabalho seguem no radar por sua influência nas decisões do Federal Reserve.
Além disso, indicadores como a confiança do consumidor e as expectativas de inflação da Universidade de Michigan devem oferecer pistas sobre o comportamento das famílias e a ancoragem inflacionária. Discursos de dirigentes do Fed ao longo da semana também podem ajustar as apostas do mercado para os juros.
Na Europa, os PMIs e a inflação do Reino Unido ajudam a mapear o ritmo de atividade em meio a um cenário ainda frágil, enquanto falas de autoridades do Banco Central Europeu podem sinalizar os próximos passos da política monetária na região.
Mesmo assim, em um ambiente de incertezas globais, a dinâmica doméstica, especialmente a inflação, tende a seguir como principal vetor para os mercados locais.
Confira a agenda de indicadores entre 23 e 29 de março (horário de Brasília):
Brasil
- Segunda-feira (23)
8h25 – Boletim Focus - Terça-feira (24)
8h00 – Ata do Copom - Quarta-feira (25)
8h00 – Confiança do Consumidor FGV
14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro - Quinta-feira (26)
8h00 – Relatório Trimestral de Inflação
9h00 – IPCA-15
9h00 – Reunião do CMN - Sexta-feira (27)
8h30 – Investimento Estrangeiro Direto
8h30 – Transações Correntes
9h00 – Taxa de Desemprego
Estados Unidos
- Segunda-feira (23)
11h00 – Gastos com Construção - Terça-feira (24)
9h15 – Relatório ADP
10h45 – PMI Industrial
10h45 – PMI de Serviços
10h45 – PMI Composto
19h30 – Discurso de Michael Barr (Fed) - Quinta-feira (26)
9h30 – Pedidos iniciais de seguro-desemprego
9h30 – Pedidos contínuos de seguro-desemprego
17h30 – Balanço do Federal Reserve
20h10 – Discurso de Michael Barr (Fed) - Sexta-feira (27)
9h30 – Estoques do Varejo
11h00 – Confiança do Consumidor
11h00 – Expectativas de inflação
12h30 – Discurso de Mary Daly (Fed)
Zona do Euro
- Terça-feira (24)
6h00 – PMI Industrial
6h00 – PMI de Serviços
6h00 – PMI Composto - Quarta-feira (25)
5h45 – Discurso de Christine Lagarde (BCE)
Reino Unido
- Terça-feira (24)
6h30 – PMI de Serviços
6h30 – PMI Composto - Quarta-feira (25)
4h00 – CPI
4h00 – PPI - Sexta-feira (27)
4h00 – Vendas no Varejo
4h00 – Núcleo de Varejo
Japão
- Segunda-feira (23)
8h00 – Relatório Mensal do BoJ
20h30 – CPI
21h30 – PMI de Serviços - Terça-feira (24)
20h50 – Ata de Política Monetária - Quinta-feira (26)
2h00 – CPI