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Inteligência artificial: descubra os três empregos que estão a salvo da tecnologia, segundo Bill Gates

22 mar 2026, 9:03
mão robótica e mão de humano quase se tocando, com AI escrito no meio
Inteligência artificial - Foto: Unsplash

À medida que a inteligência artificial (IA) avança em ritmo acelerado, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, faz um diagnóstico direto: a tecnologia deve substituir humanos “na maioria das coisas” — e isso pode acontecer mais rápido do que o mercado imagina.

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Em entrevista ao The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, o bilionário afirmou que habilidades hoje consideradas raras — como a de um “grande médico” ou um “grande professor” — tendem a se tornar abundantes e até gratuitas com a popularização da IA.

“Na próxima década, ótimos conselhos médicos e aulas particulares de qualidade serão comuns”, disse Gates.

Isso significa uma mudança estrutural. O valor da especialização humana pode cair drasticamente, à medida que algoritmos passam a entregar conhecimento em escala, sob demanda e com custo próximo de zero.

Quem está ameaçado pela inteligência artificial?

Ao contrário do senso comum, o risco da inteligência artificial não está apenas no trabalho manual. Segundo estudo de 2025 da própria Microsoft, as funções mais expostas estão justamente em escritórios e atividades intelectuais.

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Entre elas:

  • Jornalistas e analistas de notícias
  • Redatores e editores
  • Tradutores e intérpretes
  • Cientistas de dados
  • Desenvolvedores web
  • Profissionais de atendimento ao cliente
  • Analistas de mercado e gestão
  • Relações públicas e marketing
  • Professores de ensino superior (especialmente áreas de negócios)

O ponto em comum entre elas? São funções baseadas em processamento de informação, reconhecimento de padrões e comunicação estruturada, exatamente onde a inteligência artificial mais avança.

Os três empregos que podem sobreviver

Apesar do cenário amplo de disrupção, Gates aponta três áreas que devem continuar relevantes — ao menos por enquanto.

1. Biologia

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A descoberta científica, especialmente em áreas como saúde e pesquisa, ainda depende de intuição, criatividade e experimentação no mundo real — algo que a tecnologia não replica completamente.

2. Energia

Com a transição energética global, sistemas complexos e desafios ambientais exigem decisões humanas, visão estratégica e adaptação a contextos imprevisíveis.

3. Programação e desenvolvimento de software

Mesmo com a inteligência artificial escrevendo código, profissionais da área continuam essenciais para supervisionar, ajustar e evoluir os sistemas.

O que fica para os humanos

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Gates também sugere que parte do trabalho humano sobreviverá por escolha, não por necessidade econômica. Para ele, atividades culturais, esportivas e criativas devem permanecer como espaços “reservados” às pessoas, mesmo com o avanço da inteligência artificial.

“Sabe, como no beisebol. Não vamos querer assistir computadores jogando beisebol”, disse Gates a Fallon.

“Haverá algumas coisas que reservaremos para nós mesmos. Mas em termos de fabricação, transporte e produção de alimentos, com o tempo esses serão problemas basicamente resolvidos”, completou.

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