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Agradou o mercado: Natura (NATU3) salta mais de 10% com Advent como potencial investidor; é hora de comprar as ações?

31 mar 2026, 12:43 - atualizado em 31 mar 2026, 12:43
Natura, NTCO3, ações, dividendos
(Imagem: Money Times/Renan Dantas)

As ações da Natura (NATU3) sobem forte nesta terça-feira (31) e lideram a ponta positiva do Ibovespa (IBOV) com salto de mais de 13%.

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Por volta de 12h10 (horário de Brasília), a NATU3 subia 9,63%, a R$ 10,13. Na máxima intradia, os papéis da varejista atingiram um avanço de 13,10% (R$ 10,45). Acompanhe o Tempo Real.

NATU3 também figurava como a terceira ação mais negociada do mercado brasileiro, com 15,4 mil negócios e giro financeiro de R$ 148,9 milhões.

Em março, o papel acumula valorização de 11,42%.



Na noite da última segunda-feira (30), a companhia anunciou um novo acordo de acionistas de dez anos e a migração dos fundadores para um conselho consultivo.

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A Natura também anunciou um compromisso da Advent International, uma das maiores e mais experientes gestoras globais de private equity, para comprar entre 8% e 10% das ações no mercado por um preço‑alvo médio de R$ 9,75, em até seis meses.

O investimento da Advent será feito no mercado secundário e equivale entre 109,964 milhões de ações, no mínimo (8%), e 137,456 milhões no máximo (10%).

O que dizem os analistas?

Os analistas consideraram os anúncios da Natura como positivos, com destaque para o compromisso de investimento da Advent.

A Ágora/Bradesco BBI, por exemplo, já esperava uma reação positiva do mercado, com potencial da ação convergir em direção ao preço médio da oferta proposta de R$ 9,75 por papel, o que equivale a alta de 5,5% em relação ao último fechamento. Ontem (30), NATU3 encerrou cotada a R$ 9,24.

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Para os analistas Pedro Pinto e Flávia Meirelles, a possível entrada da Advent como acionista de referência pode “remodelar e aprimorar” o senso de responsabilidade e propriedade na Natura, “o que, com o tempo, pode se traduzir em melhor execucação, eficiência operacional e retornos”.

A dupla, porém, destaca que a gestora não detém as ações NATU3 neste momento e a indicação de que a participação de 8% a 10% seria construída por meio de compras no mercado secundário a um preço e tamanho predefinidos “parece, à primeira vista, reduzir a probabilidade de concretização total do plano de adesão ao conselho de administração e ao acordo de acionistas”.

O Citi também avalia que não há um acordo formal com a Advent além da intenção declarada da Natura. Contudo, os analistas João Pedro Soares e Felipe Hussein não descartam um papel mais ativo com quando atingir o preço proposta pela Advent de R$ 9,75 por ação.

Natura: nova fase e composição do conselho

Para o BTG Pactual, a nova organização da governança representa “um novo ciclo” para a companhia, com uma estrutura de liderança mais moderna. A expectativa é que isso melhore a agilidade na tomada de decisões e a execução estratégica.

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“A medida foi bem recebida pelos investidores, pois reforça a transição para uma estrutura de governança mais moderna, o que pode aumentar a agilidade na tomada de decisões e na execução estratégica. Trata-se de uma mudança simbólica importante após um período de complexidade e transformação”, afirmaram os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim, Beatriz Cendon e Luis Mollo, em relatório.

Já na avaliação do Bradesco BBI, a participação contínua dos fundadores e principais visionários da Natura deve ajudar a salvaguardar a cultura e o DNA estratégico de longo prazo da empresa – ativos que têm sido fundamentais para a construção de uma das marcas mais fortes do Brasil e da América Latina.

O Safra avalia as mudanças como ‘neutras’. “Embora diversos fundadores devam deixar o conselho, eles não devem se desligar completamente da companhia, uma vez que devem migrar para um conselho consultivo estatutário com mandato de longo prazo”, escreveram os analistas Vitor Pini, Renan Sartorio e Tales Granello, em relatório.

“Essa estrutura deve permitir à Natura preservar o conhecimento institucional, o propósito e a cultura, mitigando preocupações com perda de expertise ou de continuidade estratégica”, acrescentaram.

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Hora de comprar NATU3?

Segundo os analistas Pedro Pinto e Flávia Meirelles, do Bradesco BBI, os anúncios podem estabelecer um novo piso de avaliação para as ações nos próximos meses. O BBI tem recomendação de compra com preço-alvo de R$ 17 no final de 2026, o que representa um potencial de valorização de 84% sobre o preço de fechamento nos próximos três meses.

Já o BTG Pactual mantém a posição neutra para NATU3 e projeta a ação a R$ 12 em dezembro, o que implica em um potencial salto de 29,9% até o final do ano.

Para o Safra, a expectativa de pressão compradora por parte de um investidor institucional grande e reconhecido, ingressando na base acionária, tende a sustentar o sentimento de mercado e a liquidez do papel.

O banco tem recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 9, com potencial de desvalorização de 2,6% sobre o preço de fechamento da véspera.

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A visão, de um papel mais atrativo com a entrada da Advent, também é compartilhada pelo Citi. O banco tem recomendação neutra/alto risco para NATU3.

O Santander, por sua vez, mantém a recomendação neutra devido às incertezas sobre a retomada de ganho de participação de mercado e de números de vendas mais fortes entre as divisões. O banco tem preço-alvo de R$ 9,70, um potencial de valorização de 5% sobre o preço de fechamento anterior.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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