Allos, Iguatemi e Multiplan: O que esperar dos resultados do 4T25, segundo o BTG
A temporada de divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) começou nesta semana, e as empresas de shopping centers devem repetir, em linhas gerais, as tendências observadas nos meses anteriores, segundo análise do BTG Pactual.
De acordo com os analistas Gustavo Cambauva, Gustavo Fabris e Luis Mollo, o setor ainda deve apresentar crescimento de vendas, embora em ritmo mais moderado, enquanto o avanço do FFO (indicador de número operacional ajustado) tende a seguir sem grandes destaques.
“Esperamos outro trimestre sem surpresas para os shoppings brasileiros. Acreditamos que as empresas listadas mantiveram sua reputação defensiva nos últimos anos, o que se refletiu no desempenho das ações, já que os shoppings brasileiros subiram, em média, 59% nos últimos 12 meses”, escreveu o trio em relatório.
Campo operacional e financeiro
Em termos operacionais, o BTG espera que as companhias continuem apresentando indicadores saudáveis, com baixos níveis de vacância e inadimplência, além de crescimento real dos aluguéis.
Por outro lado, as vendas dos lojistas devem desacelerar em relação ao ritmo observado no primeiro semestre de 2025. A projeção do banco é de um avanço próximo de 5% no indicador de vendas nas mesmas lojas (SSS) no quarto trimestre.
Já do ponto de vista financeiro, o avanço menor do FFO deve refletir tanto a moderação no crescimento da receita líquida quanto despesas financeiras mais elevadas.
Projeções
Entre as empresas específicas, a Multiplan (MULT3) abre a temporada de balanços do segmento e divulga seus números do 4T25 já nesta quinta-feira (5), após o fechamento do mercado.
Segundo o BTG, a receita líquida da empresa deve alcançar R$ 716 milhões, uma queda anual de 2%, apesar da alta estimada de cerca de 5% no SSS.
O EBITDA (lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado é projetado em R$ 537 milhões, avanço de apenas 1% na comparação com o 4T24.
Allos
A Allos (ALOS3), por sua vez, que passou a ser a principal escolha (top pick) do BTG no setor de shopping centers, deve reportar uma receita líquida de R$ 839 milhões, com crescimento de 2% frente ao mesmo período do ano anterior.
O banco projeta ainda avanço de 3% a 4% nas vendas das mesmas lojas, enquanto o EBITDA esperado é de R$ 643 milhões, com alta de 3% na mesma base de comparação. A companhia divulgará seus resultados em 10 de março.
Iguatemi
Já o Iguatemi (IGTI11), que publica seu balanço em 24 de fevereiro, deve apresentar receita líquida de R$ 433 milhões, um crescimento de 15% na base anual, segundo o BTG.
A casa espera uma alta de aproximadamente 6% no SSS, enquanto o EBITDA ajustado deve somar quase R$ 326 milhões, avanço de 4% em relação ao 4T24.
Confira, a seguir, as expectativas detalhadas:
| Empresa | Receita líquida 4T25 (projeção) | TxT | AxA | EBITDA ajustado 4T25 (projeção) | TxT | AxA |
|---|---|---|---|---|---|---|
| ALOS3 | R$ 839,3 mi | 27% | 2% | R$ 643,1 mi | 40% | 3% |
| IGTI11 | R$ 433,2 mi | 14% | 15% | R$ 325,7 mi | 8% | 4% |
| MULT3 | R$ 715,7 mi | 18% | -2% | R$ 537,3 mi | 27% | 1% |
Fonte: BTG Pactual