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Ambev (ABEV3) sobe mais de 4% após balanço e anúncio de pagamento de JCP; é hora de investir?

12 fev 2026, 12:38 - atualizado em 12 fev 2026, 12:38
ambev day trade
(Imagem: Kaype Abreu/Money Times)

A Ambev (ABEV3) figura entre as principais altas do Ibovespa (IBOV) na manhã desta quinta-feira (12), apesar de ter reportado lucro líquido de R$ 4,53 bilhões no quarto trimestre, um recuo de 9,9% sobre o desempenho de um ano antes.

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No acumulado do ano, porém, a empresa registrou lucro de R$ 15,9 bilhões, alta de 7,7% ante ao mesmo intervalo de 2024.

O movimento também vem após o anúncio de que o Conselho de Administração da empresa aprovou o pagamento da 1ª parcela dos juros sobre capital próprio (JCP) bruto de R$ 0,075 por ação. Às 12h14, ABEV3 subia 4,19%, a R$ 16,43.

Os analistas tiveram avaliações mistas em relação ao resultado, com alguns destacando as incertezas quanto aos volumes, a demanda ainda irregular por cerveja e a pressão sobre a rentabilidade operacional. Quanto à ação, as casas mantiveram o cenário de recomendação neutra.



Execução sólida, mas demanda irregular

O Citi destacou em relatório que o resultado veio dentro do esperado, com uma execução sólida, mas volumes de Cerveja Brasil em queda de 2,6% na comparação anual, o que é consistente com um cenário de consumo fraco.

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Pelo guidance para 2026, o viés de risco é favorável para custos, na avaliação do banco, embora o escalonamento dos hedges implique que o benefício seja percebido gradualmente

“Em resumo, o debate está cada vez mais simples — a Ambev está executando bem, mas uma recuperação sustentada de volumes ainda é o ingrediente que falta para uma visão mais construtiva sobre a linha de receita”, afirmou a analista do Citi Renata Cabral.

O Citi manteve o preço-alvo de R$ 15, resultando em um potencial de desvalorização de 4,88%.

Resultado fraco, mas ações seguem em alta por fatores macro e dividendos

Já o BB Investimentos considerou o balanço do quarto trimestre de 2025 da Ambev fraco, com retração de volumes em praticamente todos os segmentos de negócio e pressão sobre a rentabilidade operacional, exceto no Canadá, levando a companhia a reportar números piores na comparação anual.

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A despeito disso, a analista Georgia Jorge observa que a ABEV3 performou positivamente nos últimos 30 dias, acumulando alta de 13,5% no período. O movimento, explica, está mais atrelado às perspectivas futuras de melhoria do cenário macroeconômico e da indústria de bebidas, do que com os resultados reportados pela companhia.

“Além das melhores perspectivas, o incremento no pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio por parte da companhia, cujo desembolso somou R$ 20,4 bilhões em 2025, ante R$ 4 bilhões no ano anterior, contribuiu para a maior atratividade das ações”, disse.

O BB Investimentos manteve o preço-alvo de R$ 16, com potencial de valorização de 1,46% do papel.

O suporte ao preço da ação, segundo o Itaú BBA

O Itaú BBA avaliou como “ligeiramente positivo” os resultados da Ambev no quarto trimestre, com destaque para LAS como o principal ponto positivo, mais do que compensando números abaixo do esperado em CAC e uma linha mais pesada em outras despesas financeiras.

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Enquanto isso, Cerveja Brasil também contribuiu positivamente com uma surpresa de R$ 140 milhões, apontou o banco de investimentos.

Segundo os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama, o resultado acima do esperado no 4T25 deve dar suporte ao preço da ação, uma vez que não deve desestimular a tendência recente de entrada de fluxo estrangeiro, deixando as discussões sobre valuation como um tema secundário no momento.

O Itaú BBA seguiu com preço-alvo de R$ 14, com potencial de desvalorização de 11,22% da ação.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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