Ameaça de Donald Trump deixa mercado em alerta para o petóleo e a escalada da guerra; veja destaques do Giro do Mercado
Nesta terça-feira (7), os mercados estavam em baixa pela manhã, aguardando os desdobramentos do prazo final estabelecido pelos Estados Unidos para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz. A tensão também afetava o petróleo, que sobe.
No Giro do Mercado, a apresentadora Paula recebe Bruno Henriques, chefe do Morning Call do BTG Pactual, para comentar os principais destaques do dia.
Nesta manhã, o presidente Donald Trump fez uma publicação em sua conta no X, demonstrando uma postura de ameaça ao Irã caso o Estreito de Ormuz não seja liberado no prazo que termina hoje à noite, às 21h, no horário de Brasília. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer”, afirmou o presidente.
A respeito do impacto do conflito para os investidores, Henriques afirma que o mercado ainda tenta balizar os efeitos da guerra, com receios sobre a imprevisibilidade. “Olhando de forma mais pragmática, não vemos uma queda tão significativa das ações. Acredito que o mercado ainda não capitulou o impacto da guerra. O modus operandi de diálogo do governo americano é ruidoso no histórico recente. Isso dificulta uma precificação completa”, explicou.
A alta do petróleo já levou o governo Lula a anunciar medidas para conter o impacto no diesel, no gás de cozinha e no querosene de aviação. Segundo o governo, as medidas devem vigorar ao menos entre abril e maio de 2026, com custo estimado em R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões arcados pela União e R$ 2 bilhões pelos Estados e o Distrito Federal.
“O governo está de alguma forma tomando a ação de preservar a saúde financeira do balanço da Petrobras (PETR4) e manter a governança. Isso é positivo para a tese de Petrobras. Com a imprevisibilidade da guerra, o governo encontrou uma forma de fazer a travessia até a situação normalizar, para decidir o que pode ser feito em relação a reajuste dos preços de combustível”, afirmou o especialista do BTG.
Outro destaque do dia foi a prévia do BTG em relação às commodities metálicas para o primeiro trimestre de 2026. Segundo Henriques “o primeiro semestre de cada ano é uma sazonalidade mais fraca em termos de volume de produção na América do Sul, devido a fatores como o período de chuvas. Todavia, os preços estão em um patamar resiliente”.
O destaque positivo está em Gerdau (GGBR4), pelo preço do aço nos Estados Unidos. Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11), podem apresentar resultados um pouco mais fracos de acordo com o BTG.
No cenário corporativo, o programa ressaltou Bradesco e Odontoprev, que aprovaram a reorganização que cria a Bradsaúde, reunindo todos os negócios de saúde do banco em uma única empresa listada.
*Com supervisão de Vitor Azevedo