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Americanas (AMER3) está próxima de acordo com bancos, diz Bloomberg

03 abr 2023, 18:44 - atualizado em 03 abr 2023, 19:09
Americanas
O acordo está próximo, mas não é iminente, e não deve acontecer ainda nesta semana, disse ainda uma outra pessoa (Imagem: Bloomberg)

Um acordo entre a Americanas (AMER3) e os bancos credores está próximo agora que os acionistas bilionários apresentaram uma nova proposta que pode significar uma injeção de capital de até R$ 12 bilhões, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

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Embora o montante de curto prazo que Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Sicupira iriam injetar na empresa permaneça inalterado em R$ 10 bilhões, eles considerariam um adicional de até R$ 2 bilhões em duas parcelas separadas em uma data futura se a alavancagem da companhia crescer muito ou se a liquidez cair abaixo de um nível não especificado, disse a empresa em um comunicado.

Os credores, liderados pelos maiores bancos do Brasil, têm insistido que poderiam aceitar uma reestruturação desde que a injeção de capital seja de pelo menos R$ 12 bilhões, segundo pessoas a par do assunto disseram anteriormente.

Agora que a proposta dos acionistas foi melhorada, um acordo está próximo, só faltando alguns detalhes, disseram as pessoas, pedindo para não ser identificadas, pois as discussões não são públicas.

O acordo está próximo, mas não é iminente, e não deve acontecer ainda nesta semana, disse ainda uma outra pessoa.

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“A companhia segue empenhada nas negociações destes termos com seus credores financeiros, não havendo, até o momento, acordo com relação à proposta apresentada,” disse a Americanas em comunicado assinado pela diretora financeira Camille Loyo Faria.

“A companhia espera continuar mantendo discussões construtivas com seus credores em busca de uma solução sustentada que permita a continuidade de suas atividades.”

Os bilionários não quiseram comentar, segundo um porta-voz.

A Americanas chocou os investidores em janeiro depois que seu novo presidente – no cargo por apenas nove dias – revelou um buraco contábil de R$ 20 bilhões que dobrou a dívida no balanço da empresa. Isso provocou uma corrida dos credores para exigir o reembolso imediato, o que levou a Americanas a pedir recuperação judicial.

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As ações da empresa são negociadas a apenas R$ 1 cada, abaixo dos R$ 12 no início do ano, com um valor de mercado de R$ 902,5 milhões. Seus títulos de dívida externa são negociados abaixo de 20 centavos de dólar, de acordo com a Trace.

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