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Análise de preço de stellar lumens (XLM) — parte 1: panorama sobre o que é Stellar

29/07/2020 - 11:35
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Aspectos técnicos para o par XLM/USD continuam a sugerir métricas de tendência de alta. Com o atual preço à vista acima da média móvel exponencial de 200 dias e da Nuvem diária de Ichimoku, o ímpeto positivo deve continuar a impulsionar o par ainda mais nas próximas semanas (Imagem: Crypto Times)

Stellar (XLM) é um protocolo de pagamentos que deseja ligar bancos, sistemas de pagamento e pessoas. O preço atual à vista caiu 89% de sua alta recorde de US$ 0,72, estabelecida em janeiro de 2018.

A capitalização de mercado está em US$ 1,98 milhões, com um fornecimento em circulação de 20,47 bilhões de XLM. Nas últimas 24 horas, US$ 180 milhões de volume foram negociados em corretoras.

XLM é classificado em 12º lugar na tabela de capitalização de mercado da Brave New Coin, entre tezos (XTZ) e monero (XMR).

Stellar e a Stellar Development Foundation (SDF) foram criados por Jed McCaleb e Joyce Kim em 2014. O projeto é análogo à Ripple (XRP) em diversas formas, onde McCaleb havia trabalho anteriormente.

A SDF foi criada para promover o acesso financeiro global, educação e inclusão ao expandir acesso em todo o mundo para serviços financeiros de baixo custo, por meio do desenvolvimento e da manutenção da tecnologia e de parcerias.

A liderança da SDF inclui Denelle Dixon e o fundador Jed McCaleb. O comitê de diretores inclui David Mazierès, chefe-cientista da Stellar, Keith Rabois, Shivani Siroya e Greg Brockman.

A SDF foi incorporada em 2014 como uma corporação sem fins lucrativos e sem ações no estado americano de Delaware, mas não é operada independentemente ou sem fins lucrativos.

Em 2015, a SDF enviou um pedido para essa distinção, mas não obteve status de isenção fiscal.

(Imagem: Stellar)

Para consenso, XLM originalmente usava o Acordo Federado Bizantino (FBA), criado pela XRP. Em 2016, Mazières migrou a rede para o Stellar Consensus Protocol (SCP) após o blockchain não conseguir manter um consenso confiável.

Nem XRP nem XLM usam proof-of-work (PoW) ou proof-of-stake (PoS). Em vez disso, usam validadores para confirmar transações na rede. Validadores não recebem uma recompensa por bloco.

Qualquer um na rede XLM pode ser um validador, então o usuário precisa decidir em qual validador confiar. Cada grupo de confiança ou parte do quórum (“quorum slice”) sobrepõe transações com outros grupos e, assim, podem chegar a um consenso coletivamente.

Interseções do quórum SCP certificam que cada parte seja sempre ligada a um nó com o acordo de consenso, com base em um grande pool de pessoas ou validadores.

Existem 125 nós públicos e 70 validadores ativos na rede nos últimos dois dias, em que grande parte desses estão nos EUA e na Alemanha.

Em abril de 2019, uma equipe de pesquisadores da Coreia do Sul lançou uma análise do algoritmo de consenso SCP e nós da rede.

Suas descobertas revelaram que todos os nós não conseguem executar SCP se apenas dois nós falharem, resultando em um risco de segurança. Esses nós críticos são controlados pela SDF.

Uma resposta de Mazières confirmou que a centralização dos validadores é uma fraqueza no ecossistema. “Interrupção acontece, então e daí se um conjunto de nós importantes falhar e a rede travar?” perguntou ele.

Em 15 de maio de 2019, a rede parou por 67 minutos por conta da incapacidade de atingir o consenso. Diferente de grande parte dos outros blockchains, que podem temporariamente bifurcar quando o consenso não é atingido, a rede travou completamente.

Desenvolvedores da Stellar relataram que o grande número de novos nós foram o motivo para a falha: “em retrospecto, alguns novos nós obtiveram muita responsabilidade de consenso rápido demais”. Os nós da SDF não foram o motivo para a falha da rede.

De início, o bloco gênese da XLM emitiu 100 bilhões de tokens com uma taxa inicial de crescimento de fornecimento anual de 1%. As moedas criadas para satisfazer essa taxa de inflação anual foram distribuídas por meio de um pool de inflação, incluindo taxas de transação da rede.

No fim de setembro de 2019, a SDF lançou uma proposta de remover recompensas de inflação completamente. A SDF acreditava que o mecanismo de inflação não beneficiava projetos criados na plataforma e, no futuro, resultará em problemas de escalabilidade.

Essa mudança foi aprovada por validadores e entrou em vigor em novembro de 2019.

A SDF queimou 55 bilhões de lumens em novembro de 2019, anteriormente direcionados para futuros custos de operação, parcerias e bonificações.

A CEO Denelle Dixon disse aos participantes da conferência Stellar Meridian que “por mais que quiséssemos usar os lumens que tínhamos, era muito difícil colocá-los no mercado”.

A SDF continua a possuir 28,64 milhões de XLM. Binance é a maior corretora que possui XLM, com 4,73% do fornecimento em circulação.

(Imagem: StellarExpert)

No fim de 2018, a SDF anunciou uma distribuição, ou airdrop, de até 500 milhões de XLM por meio da Blockchain.com, que acrescentou suporte de carteira para o ativo. A airdrop está acontecendo e é considerada encorajadora para usuários cripto de primeira viagem e curiosos.

Cada usuário pode receber US$ 25 em XLM após a verificação de Conheça seu Cliente (KYC) na forma de um endereço de e-mail e uma documentação de identidade.

Neste mês, a carteira de distribuição deixou de estar na lista de cem mais ricas, sugerindo que grande parte da airdrop já foi enviada a usuários.

No início de 2019, a IBM anunciou o lançamento de World Wire, que é um sistema de pagamentos criado na rede Stellar.

Seis bancos internacionais assinaram cartas de intenção, indicando que ou irão usar o token XLM ou emitir stablecoins no serviço da IBM, aguardando por revisão regulatória. IBM também possui diversos validadores no blockchain Stellar.

Em março de 2019, a SDF firmou parceria com a Coinbase para distribuir mais um bilhão de tokens por meio de um exercício de educação e consulta.

Em setembro, a SDF também anunciou uma airdrop de dois bilhões para usuários da Keybase. Por conta desses airdrops, detentores de XLM aumentaram significativamente.

(Imagem: StellarExpert)

A SDF também firmou parceria com Wirex, uma processadora de fiduciárias (libra, dólar e euro) e de cartões cripto de crédito com a bandeira Visa. Usuários podem ganhar 0,5% de volta em bitcoin após cada uso do cartão Wirex Visa.

A parceria permite que usuários compre, armazenem, troquem e gastem XLM na plataforma Wirex.

Em novembro, XLM também foi acrescentada ao cartão da Coinbase, um cartão de débito Visa parecido. Em maio de 2020, a SDF anunciou um investimento de US$ 5 milhões na carteira e corretora cripto Abra.

O aplicativo está disponível para 150 países em todo o mundo e também permite negociação de ações e fundos negociados em bolsa (ETFs).

O amplo ecossistema inclui Interstellar, que permite que empresas e instituições usem e desenvolvam na rede. Interstellar combina as marcas Chain e Lightyear. Os produtos da Chain incluem Sequence e Chain Core.

Sequence era um serviço de registro em nuvem para o gerenciamento de saldos em aplicações financeiras e comerciais como aplicativos de carteira, plataformas de empréstimo, marketplaces e corretoras. Chain Core foi criado para operar e participar de redes blockchain permissionadas.

Outra startup criada na Stellar e que está operando na Tailândia, Lightnet, arrecadou US$ 31,2 milhões em janeiro para desenvolver um sistema parecido com o tradicional SWIFT usando contratos autônomos e registros distribuídos.

Conselheiros do projeto incluem McCaleb e Mazières, com investimentos do United Overseas Bank, HashKey Capital, Signum Capital e Seven Bank.

Novo processo de transferência internacional (Imagem: Lightnet)

Parte 2 / Parte 3

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 29/07/2020 - 11:43