BusinessTimes

Apesar da Selic alta, não é possível ignorar os dividendos das construtoras, diz Ágora

25 set 2021, 13:03 - atualizado em 25 set 2021, 13:03
Canteiro de obras do reassentamento de Bento Rodrigues
Além disso, eles afirmam que a venda da Torre Esther é um gatilho potencial (Imagem: Agência Brasil/Tânia Rêgo)

O setor imobiliário depende de contração de créditos para funcionar. Com a elevação da Selic, que pode terminar o ano em até 9%, as construtoras devem sentir impactos. No entanto,  algumas empresas serão mais atingidas que outras. 

Nesta semana, a Ágora Investimentos revisou as principais companhias do setor em sua cobertura. Para os analistas Bruno Mendonça e Wellington Lourenço, as ações da Eztec (EZTC3) já caíram de mais e é hora de comprar. 

A corretora elevou a recomendação para compra, “já que a avaliação da empresa parece atraente em 7,8x P/L (preço sobre o lucro) 2022 (pares em 8,3x) após a queda no preço das ações de 40% no acumulado do ano e atualmente preferimos nomes de melhor liquidez (R$ 62 milhões de volume médio diário de negócios)”. 

Além disso, eles afirmam que a venda da Torre Esther é um gatilho potencial.

Outras empresas que também guardam potencial de alta são Direcional (DIRR3) e Cyrela (CYRE3). 

“As empresas do setor estão sendo negociadas em média -13% abaixo de seus NAVs. Além disso, rendimentos de dividendos não devem ser ignorados. Vemos o setor sendo negociado com rendimento médio de 11,8% no período de 2021-22, o que deve ajudar a navegar pelo turbulento fluxo de notícias macro”, argumentam.

Segmentos

Para a média-alta renda, a corretora reduziu as estimativas de lucro do ano fiscal de 2022 em 6% em média e os preços-alvos do ano de 2022 em 17%.

“Em uma abordagem conservadora, assumimos que 90% do guidance de lançamentos para 2021 será cumprido”, apontam.

Mesmo assim, os analistas dizem que há um upside considerável para a maioria dos nomes, embora o desempenho das ações permaneça altamente dependente dos direcionadores macro, pelo menos no curto prazo.

No caso das empresas do segmento de baixa renda, estimativas de lucro foram reduzidas em 5,5% na média – refletindo uma combinação compensatória de vendas acima das expectativas e margens brutas mais fracas do que o esperado, com a DIRR3 sendo o destaque positivo.

Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin