Empresas

Tenda (TEND3) quer “crescer o máximo possível” em 2026 com impulso do Minha Casa, Minha Vida, diz CFO

06 mar 2026, 12:14 - atualizado em 06 mar 2026, 14:39
tenda
Tenda (TEND3) quer “crescer o máximo possível” em 2026 com impulso do Minha Casa, Minha Vida, diz CFO (Imagem: Facebook)

A construtora Tenda (TEND3), uma das maiores do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), quer aproveitar o momento positivo do programa habitacional para “crescer o máximo possível’ neste ano, afirmou o diretor financeiro (CFO) e de Relações com Investidores da companhia, Luiz Mauricio de Garcia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos primeiros dois meses de 2026, a empresa já registrou recorde de vendas brutas, que totalizaram R$ 1 bilhão, um avanço de 27% em relação ao mesmo período do ano passado – fruto das condições favoráveis de contratação dentro do MCMV.

“O cenário para o setor no Minha Casa, Minha Vida está muito bom. Vamos tentar, mais uma vez, lançar mais que o previsto. A meta é seguir crescendo o máximo possível“, disse Garcia, em entrevista ao Broadcast.

O grupo lançou 52 empreendimentos em 2025, avaliados em R$ 5,3 bilhões. O preço médio por unidade foi de R$ 229,2 mil, alta de 6% na comparação anual.

Já as vendas líquidas, por sua vez, atingiram R$ 4,7 bilhões no ano passado, avanço de 4,8% frente a 2024.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta das 12h (horário de Brasília), os papéis TEND3 subiam 6,5% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 29,17, após abrirem o pregão em alta de quase 11%.



Impulso do MCMV

O foco de crescimento do grupo será a divisão Tenda (baseada em empreendimentos em concreto). A marca tem diversificado sua atuação entre as faixas 1, 2 e 3 do MCMV.

No passado, era focada nas faixas 1 e 2, para o público de menor renda. Já nos últimos meses, vêm lançando projetos com varanda, piscina e metragem maior, pensando também no público da faixa 3.

“A ideia é termos flexibilidade para atuar nas faixas mais favoráveis, onde tem mais demanda”, explicou Luiz Mauricio de Garcia..

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao longo deste ano, a faixa 1 e 2 devem responder por cerca de 40% dos lançamentos, cada, enquanto a faixa 3 por aproximadamente 20%.

A Tenda não pretende atuar de modo significativo na faixa 4, que abrange imóveis de valor mais alto, para consumidores de maior renda.

Segundo Garcia, isso exigiria mudar o método de construção e o modelo dos apartamentos, que são padronizados. “Não queremos abrir mão da nossa metodologia”.

Com a perspectiva de novos ajustes nas faixas de renda e teto de preços sinalizada pelo governo, a Tenda espera um aumento relevante no poder aquisitivo dos consumidores. De acordo com Garcia, subir preço não é prioridade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já para a divisão Alea (baseada em estruturas pré-moldadas de madeira), a prioridade será estabilizar as operações e voltar a gerar caixa.

A Alea cresceu demais e teve estouros de orçamentos no ano passado, o que levou a uma reorganização do negócio, com redução relevante de novos projetos. 

No pico, ela chegou a ter 33 canteiros abertos na metade de 2025. Esse número hoje está em 23 e deve ir para 16 até o fim do ano.

Garcia não descarta notícias de novos estouros de custos em Alea, mas pondera que esse risco é baixo. Além disso, já há provisões para esse tipo de eventualidades.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar