Resumo: O Ibovespa (IBOV) encerra a semana ainda com as atenções concentradas no conflito no Oriente Médio.
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Nesta sexta-feira (6), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com recuo de 0,61%, aos 179.364,82 pontos. No acumulado dos últimos cinco pregões, o Ibovespa caiu 5%.
Por aqui, a produção industrial brasileira registrou alta de 1,8% em janeiro na comparação com o mês anterior, acima da expectativa de alta de 0,7%. O mercado ainda repercutiu balanços corporativos, entre eles de Petrobras (PETR4) e ficou à espera da nova pesquisa de intenção de votos Datafolha.
No exterior, além da disparada do petróleo, os investidores dividiram as atenções com o relatório oficial de empregos dos EUA. O payroll mostrou o corte de 92 mil empregos em fevereiro. A expectativa dos economistas consultados pela Reuters era de criação de 59 mil empregos no período.
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A taxa de desemprego também subiu de 4,3% para 4,4% no período. Em reação, os índices de Wall Street operaram em forte queda e o mercado voltou a precificar a retomada do ciclo de cortes nos juros em julho – antes a aposta majoritária estava em setembro.
Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados em tempo real:
Ao vivo
21h19
‘Eu não acho que mercado aposta na reeleição’: As mensagens e as considerações de Paulo Guedes
Paulo Guedes, ex-ministro da Economia do Governo Bolsonaro, passou os quatro últimos anos, quando saiu do governo, quase calado. Foram raríssimas as entrevistas e poucos os eventos que o então ‘posto do Ipiranga’ de Bolsonaro participou. Mas, em evento de Fami Capital, o economista resolveu falar (e por uma hora).
Em suas falas, Guedes teceu considerações sobre o complicado momento geopolítico que vive o mundo no momento. Para ele, a mensagem é clara: estamos sob uma nova fase da ordem político-econômica, que possui efeitos, inclusive, no Brasil.
Casas Bahia (BHIA3) diz à CVM que está em dia com lojistas e nega problemas logísticos
A Casas Bahia (BHIA3) afirmou nesta sexta-feira (6) que está em dia com os repasses a lojistas de seu marketplace e negou problemas estruturais em sua operação logística ou financeira após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico.
Em comunicado ao mercado divulgado nesta quinta-feira (5), a companhia disse que respondeu um ofício enviado pela autarquia, que pedia esclarecimentos sobre a matéria intitulada “Exclusivo: Casas Bahia atrasa pagamento a lojistas, adia entregas e recorre aos Correios”.
Braskem (BRKM5) confirma aprovação do Cade à entrada da IG4 como acionista
A Braskem (BRKM5) confirmou nesta sexta-feira (6) que a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, o ato de concentração relacionado à potencial entrada de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) na companhia.
A operação envolve a possível entrada do fundo, sob consultoria especializada da IG4, como acionista direto e/ou indireto da empresa. Caso a operação seja concluída, o FIP assumirá a participação atualmente detida pela Novonor, que está em recuperação judicial.
Taxas de juros saltam na sessão e corte de 0,5 pp da Selic em março é colocado em xeque
Os juros futuros negociadosna B3 registraram mais uma sessão de firme alta nesta sexta-feira, 6, em movimento destoante dos demais ativos domésticos de risco. Segundo agentes, a abertura forte mesmo com a acentuação da queda do dólar na segunda etapa do pregão pode refletir ajustes técnicos, com investidores zerando posições aplicadas frente ao estresse observado nos últimos dias.
Na ponta curta, o acirramento do conflito no Oriente Médio e consequente disparada nos preços do petróleo, cujo barril tipo Brent para maio atingiu US$ 92,63, tem levado profissionais do mercado a rever estimativas para a inflação e reavaliar a perspectiva de curto prazo para a política monetária.
Axia (AXIA3) ganha espaço nas carteiras recomendadas e divide liderança com Vale (VALE3) em março; veja as melhores ações para o mês
A Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, ganhou espaço no ranking de ações recomendadas para março e divide a liderança no mês com a Vale (VALE3), ambas com 13 menções, de acordo com levantamento realizado pelo Money Times com base em 18 carteiras.
Em fevereiro, a Axia tinha 7 recomendações e dividia o quarto lugar com outras empresas, mas o mês foi marcado pela proposta de migração da empresa para o Novo Mercado da B3 e pela divulgação do balanço do quarto trimestre, quando reportou salto de 141% no lucro.
Gestores veem favoritismo de Flávio Bolsonaro; ‘está com cara que Lula perde’
As eleições estão cada vez mais perto, enquanto gestores calibram suas apostas e veem momento menos favorável para o presidente Lula, que buscará sua reeleição. As pesquisas indicam, até agora, uma disputa acirrada com o candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
Em evento realizado pela Fami Capital, Guilherme Abbud, CEO da Persevera, afirmou o que acontece agora é algo muito raro: um desgaste muito grande de uma liderança que prevaleceu no Brasil por muitos anos.
Supremo manda PF abrir inquérito sobre vazamento de “supostos diálogos” com Moraes após pedido da defesa de Vorcaro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira que a Polícia Federal abra um inquérito para apurar a origem do vazamento de informações sigilosas de telefones celulares apreendidos no curso da investigação sobre o Banco Master após pedido apresentado mais cedo pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro.
“À luz dessas premissas, acolho o requerimento formulado pela defesa do investigado Daniel Bueno Vorcaro, e determino a instauração do competente inquérito policial, para a averiguação dos alegados vazamentos noticiados”, disse ele, em despacho de sete páginas.
Wall Street fecha semana em baixa com escalada das tensões no Irã e payroll mais fraco
Em novo dia de aversão ao risco, Wall Street fechou em queda, diante da escalada de tensão no Oriente Médio e do payroll bem mais fraco do que o esperado trazer dúvidas quanto à robustez da economia dos Estados Unidos e ao início de cortes nos juros norte-americanos.
Ibovespa acompanha cautela de Wall Street e fecha em queda, mas Petrobras (PETR4) limita perdas; dólar cai a R$ 5,24
O Ibovespa (IBOV) teve mais um dia de perdas com pressão do exterior, em meio à crescente tensão no conflito no Irã. As perdas do pregão, porém, foram limitadas pela disparada do petróleo e por balanços corporativos.
Nesta sexta-feira (6), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com recuo de 0,61%, aos 179.364,82 pontos. No acumulado dos últimos cinco pregões, o Ibovespa caiu 5%.
O Ibovespa fechou a sexta-feira (06) em alta de -0,47%, aos 179.593,98 pontos, de acordo com dados preliminares da B3.
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17h41
‘É hora de apertar o pescoço da China’; por que a guerra do Irã é mais ampla, segundo Walter Maciel
Os últimos meses mostraram a força dos Estados Unidos em assuntos geopolíticos. Primeira, com a invasão na Venezuela, com a deposição do ditador, Nicolas Maduro, e agora com a guerra do Irã. Para o gestor Walter Maciel, da AZ Quest, não se trata de uma simples coincidência e sim um movimento mais amplo: sufocar a China.
“Na minha visão, o que os Estados Unidos estão fazendo agora é tentar resolver essa disputa geopolítica mais rapidamente do que muitos imaginavam. E não se trata de uma decisão precipitada”, disse em evento da Fami Capital, em São Paulo.
Petróleo dispara 27% na semana; WTI sobe 35%, no nível mais alto em 2 anos
Os preços do petróleo Brent dispararam 27% nesta semana, diante da continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz e da escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã. Já os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) avançaram 35% no mesmo período.
O mercado teme que um conflito prolongado resulte em uma crise de abastecimento da commodity, encarecendo os preços de combustíveis e energia.
Dólar perde força com ‘payroll’ fraco e fecha a R$ 5,24, mas salta 2% na semana
O dólar perdeu força, depois de altas consecutivas, com a “surpresa” dos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e a disparada do petróleo em meio a escalada das tensões no Oriente Médio.
Nesta sexta-feira (6), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,2438, com queda de 0,82%.
>> Dólar à vista fecha a R$ 5,2438, com queda de 0,82%
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16h47
Ouro avança nesta sexta-feira (6), mas recua mais de 3% na semana com tensão no Oriente Médio
O ouro fechou em alta nesta sexta-feira (6) em meio ao cenário global de aversão ao risco com o conflito no Irã e dados mais fracos no mercado de trabalho dos Estados Unidos.
Novas perspectivas sobre os rumos da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e o enfraquecimento do dólar também deram impulso ao metal precioso.
Polêmica, PEC da Segurança Pública vai ao Senado após mudanças na Câmara
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a reforma estrutural no sistema de segurança pública segue para o Senado após ser aprovada esta semana na Câmara e, após avaliação dos deputados, houve mudanças relevantes na proposta. O eixo central da proposta é criar um Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), unificando diretrizes nacionais de combate ao crime e centralizar as diretrizes do setor na União.
Um dos pontos mais sensíveis da reforma trata das guardas municipais. O texto aprovado abre espaço para que essas corporações sejam convertidas em polícias municipais, desde que os municípios comprovem capacidade financeira para custear a estrutura e cumpram parâmetros nacionais de formação de pessoal.
>> Dólar à vista cai 0,70%, a R$ 5,2498, e renova mínima intradia
16h16
“Conflito no Irã me deixa ainda mais inclinado a uma postura dovish”, diz Miran, do Fed
O diretor do Federal Reserve (Fed) Stephen Miran afirmou que o conflito envolvendo o Irã reforça sua inclinação a defender uma política monetária mais branda. Segundo ele, choques no preço do petróleo podem pressionar a atividade econômica e, paradoxalmente, reduzir a inflaçãosubjacente ao enfraquecer a demanda.
“Se alguma coisa, o conflito com o Irã me deixa ainda mais inclinado a uma postura ‘dovish'”, disse em entrevista à CNBC. Miran acrescentou que o Fed normalmente não reage diretamente a oscilações nos preços do petróleo.
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
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