Carteira Recomendada

Após superar o Ibovespa, Planner promove três mudanças na carteira recomendada para julho

02 jul 2026, 13:01 - atualizado em 02 jul 2026, 13:01
Pessoas observam painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 REUTERS/Paulo Whitaker

A Planner promoveu três mudanças em sua carteira recomendada para julho, após encerrar junho com valorização de 1,64%, desempenho superior ao do Ibovespa, que recuou 1,01% no mesmo período.

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As alterações envolvem a saída de BB Seguridade (BBSE3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Totvs (TOTS3). Para seus lugares, entram Bradesco (BBDC4), BradSaúde (SAUD3) e Cogna (COGN3).

Segundo a casa, as trocas refletem tanto a realização de lucros em papéis que apresentaram bom desempenho quanto a busca por oportunidades com maior potencial de valorização após recentes quedas.

O que motivou as mudanças?

A Planner destaca que BB Seguridade e Itaú foram retirados exclusivamente para realização de ganhos acumulados. Já a saída da Totvs ocorreu após o desempenho mais fraco das ações ao longo de junho.

Entre as novas apostas, o destaque fica para a Cogna, que passou a integrar a carteira após acumular queda de 10% em junho e de 28,4% no ano. Para os analistas, o movimento abriu espaço para uma recuperação, apoiada por melhora operacional e redução da alavancagem.

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Já o Bradesco entra respaldado pela expectativa de expansão da carteira de crédito em 2026. No primeiro trimestre, o banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões e retorno sobre patrimônio (ROAE) de 15,8%.

A terceira novidade é a BradSaúde, companhia que reúne as operações da Bradesco Saúde, Odontoprev e Mediservice. A Planner cita como principais atrativos a forte geração de caixa, a evolução consistente dos indicadores operacionais e o potencial de captura de sinergias.

Cenário continua exigindo cautela

Na avaliação da Planner, junho foi marcado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados, impulsionado pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que provocou volatilidade nos preços do petróleo e fortaleceu o dólar.

No cenário doméstico, as decisões do Copom e do Federal Reserve reforçaram um ambiente de cautela, enquanto revisões para cima nas projeções de inflação e juros, além das preocupações fiscais e da proximidade das eleições, aumentaram a percepção de risco dos investidores.

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A corretora também chama atenção para a saída de R$ 8,7 bilhões de investidores estrangeiros da B3 durante junho, movimento que contribuiu para a pressão sobre a bolsa brasileira no período.

Confira todas as recomendações da Planner para julho

Ação Ticker Preço-alvo
Engie Brasil EGIE3 R$ 40,00
Grupo Fleury FLRY3 R$ 17,00
Motiva MOTV3 R$ 15,10
Multiplan MULT3 R$ 33,90
Sanepar SAPR11 R$ 48,00
Telefônica Brasil VIVT3 R$ 38,00
WEG WEGE3 R$ 57,00
Bradesco BBDC4 R$ 23,00
BradSaúde SAUD3 R$ 17,00
Cogna COGN3 R$ 2,60
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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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