Berkshire Hathaway

Apple, Coca-Cola ou BofA: quais ações têm mais peso na carteira de Buffett?

02 maio 2026, 13:23 - atualizado em 02 maio 2026, 14:55
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(Imagem: Shutterstock/AhmadArdity/Pixabay | Montagem: Anna Zeferino)

A Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, informou que suas cinco maiores posições em ações representavam cerca de 61% do valor total da carteira de investimentos ao fim do primeiro trimestre de 2026 (1T26).

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Entre os principais investimentos da companhia estão participações em Apple (Nasdaq: AAPL | B3: AAPL34), American Express (NYSE: AXP | B3: AXPB34), Bank of America (NYSE: BAC | B3: BOAC34), Coca-Cola (NYSE: KO | B3: COCA34) e Chevron (NYSE: CVX| B3: CHVX34).

No período, o valor total da carteira de ações somava US$ 288 bilhões, abaixo dos cerca de US$ 298 bilhões registrados no fim de 2025.

No trimestre, a companhia vendeu cerca de US$ 24 bilhões em ações e comprou aproximadamente US$ 16 bilhões.

A Berkshire também manteve elevado nível de liquidez. A soma de caixa e aplicações em títulos do Tesouro americano superou US$ 390 bilhões ao fim de março.

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Entre os movimentos de alocação de capital, a empresa concluiu a aquisição do negócio químico da Occidental Petroleum, a OxyChem, por cerca de US$ 9,5 bilhões.

Legado de Warren Buffet

Greg Abel, novo CEO da Berkshire Hathaway, afirmou que os princípios de Warren Buffett serão mantidos na sua gestão.

Abel disse que manterá cerca de US$ 200 bilhões concentrados em jum número reduzido de investimento em ações – sobretudo no que ele chamou de “quatro posições centrais”: Apple, American Express, Moody’s e Coca-Cola.

Abel acrescentou que está “absolutamente colaborando” com Buffett nos investimentos e que que pretende manter a filosofia de investimentos baseada no chamado “círculo de competência”, conceito popularizado pelo Oráculo de Omaha.

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O CEO também relembrou que a atual carteira da Berkshire foi construída por Buffett a partir de empresas que o investidor “entende profundamente”. Segundo Abel, a administração atual também se sente confortável com esses ativos.

“É uma carteira concentrada, mas entendemos os negócios e suas perspectivas econômicas”, disse. O executivo ressaltou, contudo, que os investimentos continuarão sendo avaliados constantemente diante de possíveis mudanças de risco e cenário.

Os resultados da Berkshire Hathaway

A Berkshire Hathaway reportou lucro líquido de US$ 10,1 bilhões no 1T26, alta de cerca de 120% em relação ao registrado em igual período do ano anterior, de US$ 4,6 bilhões, beneficiado principalmente por menor impacto negativo da marcação a mercado de investimentos.

Já o lucro operacional foi de US$ 11,3 bilhões no período, 18% maior do que igual período do ano anterior, refletindo o desempenho dos negócios operacionais do grupo.

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O indicador exclui principalmente os efeitos de ganhos e perdas com investimentos, que, segundo a companhia, não são indicativos do desempenho operacional no período.

O avanço do lucro operacional foi sustentado principalmente pelo desempenho da divisão de seguros, cujo resultado de subscrição de seguros somou US$ 1,7 bilhão no período, crescimento de cerca de 28% na base anual.

A operação ferroviária BNSF também contribuiu para o resultado, com lucro de US$ 1,38 bilhão, alta de cerca de 13% na comparação anual.

Já o segmento de energia apresentou resultado praticamente estável, em torno de US$ 1,1 bilhão, enquanto as operações de indústria, serviços e varejo somaram US$ 3,2 bilhões, com crescimento de aproximadamente 4,5% no período.

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*Com informações de Estadão Conteúdo

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