Argentina ganha novo upgrade da Moody’s e reduz distância para nota do Brasil
A agência de classificação de risco Moody’s elevou nesta terça-feira (21) a nota de crédito soberano da Argentina de Caa1 para B3, mantendo perspectiva positiva. A decisão reflete a avaliação de que o risco de calote do país diminuiu diante do avanço da estabilização macroeconômica promovida pelo governo de Javier Milei.
Segundo a Moody’s, a combinação de superávits fiscais recorrentes, desaceleração da inflação, continuidade das reformas econômicas e maior credibilidade das políticas públicas reduziu a volatilidade da economia argentina. A agência também destacou o fortalecimento das exportações, o aumento dos investimentos estrangeiros, principalmente nos setores de energia e mineração, além da melhora no acesso ao financiamento externo.
Outro fator citado foi o reforço das reservas internacionais. De acordo com a agência, o Banco Central argentino acumulou mais de US$ 11 bilhões em reservas ao longo deste ano sem provocar pressões relevantes sobre o câmbio.
Com a elevação, a Argentina passa a ficar apenas um degrau abaixo do Brasil na escala da Moody’s. O Brasil possui classificação Ba1, um nível abaixo do grau de investimento, mas teve sua perspectiva revisada de positiva para estável em 2025 em meio a preocupações com a trajetória fiscal e o aumento da dívida pública.
Apesar do avanço, a Moody’s alertou que ainda existem riscos políticos, especialmente com a aproximação das eleições presidenciais de 2027. Ainda assim, a agência considera que a probabilidade de continuidade das políticas econômicas aumentou em relação aos ciclos anteriores, o que favorece a liquidez externa e a capacidade de pagamento da dívida argentina.