As 4 ações agro que resistem à PEC dos combustíveis, segundo o BTG

Lucas Eurico Simões
21/01/2022 - 15:18
O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, por isso ocupa uma posição de destaque na produção mundial de etanol, atingindo uma uma média de 400 mil litros por dia

O governo Bolsonaro tenta costurar com o Congresso Nacional a aprovação da PEC dos combustíveis, texto que prevê a redução (ou até eliminação) das alíquotas de PIS/Cofins, impostos que compõe o preço cobrado na hora de abastecer o tanque.

Na avaliação do BTG Pactual, a despeito dos impactos que a PEC dos combustíveis possa gerar, ao menos quatro ações sucroenergéticas seguem firmes com recomendação de compra: Raízen (RAIZ4), São Martinho (SMTO3), Jalles Machado (JALL3) e Adecoagro (AGRO).

Em relação às companhias, os preços do etanol cobrados na bomba poderiam cair em torno de R$ 0,25 por litro, ou uma queda de 7,5% nos preços do hidratado nas usinas em São Paulo.

Ainda assim, o banco enxerga bons pontos de entrada nas ações mencionadas.

“Vemos os múltiplos das ações sucroenergéticas descontadas no mercado e a eventual redução de preço de 7,5% do etanol hidratado nas usinas pouco altera o quadro”, afirmam os analistas Thiago Duarte, Henrique Brustolin e Pedro Soares, que assinam o relatório.

As discussões sobre a PEC ainda estão em estágio embrionário, e algumas questões ainda não estão claras: como os impostos poderiam ser reduzidos, por quanto tempo permaneceriam assim e quais combustíveis seriam impactados com a mudança.

Empresa Código Recomendação Preço-alvo (R$)
Adecoagro AGRO Compra US$ 16
Jalles Machado JALL3 Compra 16
Raízen RAIZ4 Compra 11
São Martinho SMTO3 Compra 45

Última atualização por Alexa Meirelles - 21/01/2022 - 15:18

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