Federal Reserve

Ata do Fomc mostra Federal Reserve ainda preocupado com inflação e não descarta novas altas nos juros

18 fev 2026, 16:31 - atualizado em 18 fev 2026, 16:31
federal reserve eua juros b3
(Imagem: Reprodução)

A ata da reunião de janeiro do Federal Reserve, divulgada nesta quarta-feira (18), deixou claro que a inflação continua no centro das preocupações da autoridade monetária, após a decisão de manter a taxa básica de juros entre 3,5% e 3,75%, na reunião de janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o documento, “a inflação permanece um tanto elevada”, apesar da desaceleração observada desde os picos de 2022. Os dirigentes também alertaram que “o risco de a inflação permanecer persistentemente acima do objetivo do Comitê é significativo”, indicando cautela antes de qualquer novo corte de juros.

Os dados citados na ata mostram que o índice de preços de gastos com consumo (PCE), dado inflacionário favorito do Fed, avançava 2,8% em 12 meses até novembro, mesmo nível do núcleo da inflação. Já o CPI de dezembro apontou alta de 2,7%, enquanto o núcleo ficou em 2,6%. Apesar da melhora frente ao ano anterior, o Fed reconhece que os números seguem acima da meta de 2%.

A leitura interna do comitê é de que parte da pressão recente veio dos bens, influenciados por tarifas, enquanto os serviços, especialmente habitação, vêm desacelerando. Ainda assim, a maioria avaliou que o processo de desinflação pode ser “mais lento e irregular do que o esperado”.

Diante desse cenário, quase todos os membros optaram por manter os juros inalterados. A decisão, porém, não foi unânime. Dois dirigentes, Stephen Miran e Christopher Waller, votaram contra a manutenção e defenderam um corte de 0,25 ponto percentual já nesta reunião, como mostrado no comunicado da decisão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fed não descarta novas altas

Para a maioria do Comitê, a estratégia é esperar por evidências mais claras de que a inflação está convergindo de forma consistente para a meta. A ata reforça que a política monetária “não está em um curso pré-determinado” e que decisões futuras dependerão dos dados, do cenário econômico e do balanço de riscos.

O Federal Reserve não descartou completamente a possibilidade de novas altas. O documento afirma que alguns dirigentes defenderam uma comunicação “de duas vias” para as próximas decisões, indicando que “ajustes para cima na faixa-alvo podem ser apropriados se a inflação permanecer acima da meta”. A sinalização reforça que, apesar de o cenário-base não prever aperto adicional neste momento, o Fed quer manter aberta a opção de elevar os juros caso o processo de desinflação perca força.

De acordo com a ferramenta CME Group FedWatch, o mercado aposta majoritariamente na manutenção dos juros na faixa atual de 3,50% a 3,75%. As probabilidades indicam 94,1% de chance de manutenção neste momento, percentual que estava em 92,6% há um dia e 93,6% há uma semana. Já a chance de um corte para a faixa de 3,25% a 3,50% aparece em 5,9% atualmente.

Um mês atrás, o cenário era mais dividido, com a probabilidade de manutenção em 78,9% e de corte em 20,3%, mostrando que, nas últimas semanas, o mercado reduziu as apostas em flexibilização imediata da política monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua há 3 anos na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua há 3 anos na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar