Autoridades congelam ativos da WazirX, corretora cripto pertencente à Binance

The Block
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05/08/2022 - 14:07
Traduzido e editado por Vitória Martini
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WazirX
Segundo a agência, WazirX não cooperou no rastreamento dos fundos desviados. (Imagem: Unsplash/artrachen)

A Diretoria de Execução da Índia, principal agência de supervisão econômica que investiga crimes financeiros, congelou os ativos do balanço – 647 milhões de rúpias (US$ 8 milhões) – da WazirX, corretora cripto local adquirida pela Binance em 2019.

A agência indiana alega que a corretora cripto violou regulações sobre corretagem de moedas.

Além disso, a agência conduziu buscas sobre o cofundador e diretor de tecnologia de WazirX, Sameer Mhatre, como parte de uma investigação contra a corretora sobre lavagem de dinheiro, segundo um comunicado feito nesta sexta-feira (5).

A Diretoria de Execução tem investigado WazirX desde o ano passado por uma suposta função de lavagem de dinheiro ligada a aplicativos chineses de empréstimos envolvidos em empréstimos digitais na Índia.

Desde 2019, a maioria das empresas chinesas estavam supostamente adentrando a Índia para atividades de empréstimos, por meio da criação de apps de fintech.

No entanto, visto que o Reserve Bank of Índia (Banco Central do país) não estava concedendo licenças de empresas financeiras sem serviços bancários (NBFC, na sigla em inglês), as companhias chinesas estavam fazendo acordos com empresas indianas que tinham esse tipo de licença.

Como resultado, a Diretoria de Execução está investigando uma série de companhias indianas que têm NBFC e suas respectivas parceiras fintech “por práticas predatórias de empréstimos que violam as diretrizes do RBI e usam telechamadas que fazem uso indevido de dados pessoais e usam linguagem abusiva para extorquir altas taxas de juros dos tomadores de empréstimo”, consta em um comunicado da agência indiana desta sexta-feira.

WazirX tem normas frouxas, segundo agência

Após o início da investigação, muitos dos apps de fintech foram encerrados e desviaram “lucros enormes” por meio de várias rotas, incluindo criptomoedas, segundo a Diretoria de Execução.

A agência “descobriu que uma grande parte dos fundos foram desviados pelas empresas fintech para comprar criptoativos e, então, enviá-los ao exterior”, consta no comunicado. “Essas companhias e os ativos virtuais não são rastreáveis no momento”.

Como parte das investigações, a Diretoria de Execução também emitiu intimações para corretoras cripto e descobriu que uma “quantidade máxima de fundos foi desviada para a WazirX e os criptoativos adquiridos foram desviados para carteiras estrangeiras desconhecidas.”

De acordo com a Diretoria de Execução, WazirX e Mhatre não cooperaram no rastreamento dos fundos.

Mhatre “tem acesso remoto completo à base de dados de WazirX, mas, apesar disso, ele não está fornecendo detalhes sobre as transações ligadas aos criptoativos comprados com dinheiro advindo do crime de fraude do Instant Loan App”, disse a agência.

A Diretoria de Execução indiana acrescentou que “a frouxas normas de conhecimento de usuário (KYC), a frouxo controle regulatório sobre as transações entre WazirX e Binance, a falta de registro das transações em blockchains para economizar custos garantiram que WazirX não seja capaz de tomar qualquer responsabilidade sobre os criptoativos faltantes”.

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Última atualização por Vitória Martini - 05/08/2022 - 14:12

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