Comprar ou vender?

Axia (AXIA3): Acionistas aprovam migração para Novo Mercado; hora de comprar?

05 abr 2026, 16:14 - atualizado em 05 abr 2026, 15:47
Fachada de prédio da Axia Energia, antiga Eletrobras (Imagem: Divulgação)

O setor de geração de energia na B3 está sob os holofotes com novas recomendações e movimentos societários de peso.

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Relatórios recentes do Santander e do Itaú BBA traçam um panorama estratégico para o investidor, elegendo a Axia Energia (AXIA3; AXIA6; AXIA7) como o nome preferido no segmento de geradoras brasileiras.

Axia Energia: Dividendos robustos e migração de governança

A Axia Energia consolidou sua posição como a escolha “top pick” do Santander, que reiterou sua recomendação de compra (Outperform) e elevou o preço-alvo para o final de 2026 para R$ 68,92 (AXIA6) e R$ 62,66 (AXIA3/AXIA7).

Os analistas destacam a exposição da companhia a ativos hidrelétricos descontratados como uma vantagem competitiva crucial em um cenário de custos crescentes de expansão.

Além da tese operacional, o investidor de renda passiva tem motivos para comemorar: o Santander prevê uma distribuição de caixa agressiva, com um dividend yield adicional de 23,9% projetado para o período entre 2026 e 2028.

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No campo da governança, o Itaú BBA destacou a aprovação da migração da Axia para o Novo Mercado da B3. O processo envolverá a conversão de ações preferenciais em ordinárias na proporção de 1,1 para 1. Essa mudança deve:

  • Aumentar a liquidez: Estima-se um crescimento de 10% no volume médio diário negociado (ADTV), podendo atingir R$ 803 milhões.
  • Atrair capital estrangeiro: A estrutura de classe única de ações elimina restrições de diversos fundos globais, potencializando entradas de até US$ 155 milhões via fluxos do índice MSCI.

Engie Brasil: De “venda” para “neutro”

A Engie Brasil (EGIE3) recebeu um upgrade do Santander, subindo de Underperform (venda) para Neutral. O novo preço-alvo é de R$ 33,64 para 2026.

Apesar de a empresa enfrentar desafios como a elevada alavancagem (com pico de 3,7x dívida líquida/EBITDA em 2026) e riscos de curtailment (cortes de geração), a adoção do pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) e o sucesso em leilões de capacidade e transmissão sustentam a melhora na recomendação.

Contudo, os dividendos devem ser modestos no curto prazo, com rendimento médio estimado em 6,1% entre 2026 e 2028.

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Auren: Desafios operacionais mantêm cautela

Para a Auren (AURE3), a recomendação permanece Neutral, com preço-alvo ajustado para R$ 13,47. Embora a integração da AES Brasil tenha sido bem-sucedida, os analistas veem com cautela a manutenção da alavancagem elevada e as incertezas sobre o impacto do curtailment no curto e médio prazo.

O fator “preço da energia”

O cenário macro para as geradoras é de volatilidade. Para 2026 e 2027, as estimativas de preços de energia foram revisadas para baixo devido a uma melhora nas expectativas de hidrologia. No entanto, a visão para 2028 em diante é construtiva, com projeções de preços líquidos ligeiramente superiores.

Nesse tabuleiro, a Axia Energia é a empresa mais sensível às variações de preços devido ao seu grande volume de energia descontratada, o que a torna o melhor veículo para o investidor que deseja “surfar” uma tese de preços de energia estruturalmente mais altos no longo prazo.

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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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