Axia Energia (AXIA3) propõe migração ao novo mercado da B3; veja o que muda
A Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, convocou assembleia para o dia 1 de abril de 2026 com o intuito de deliberar uma proposta de migração da companhia para o Novo Mercado da B3, mostra fato relevante divulgado na noite de quarta-feira (18).
O Novo Mercado reúne as empresas com maior nível de governança. Se aprovada a proposta, a Axia passará a ter sua base acionária composta apenas por ações ordinárias (que dão direito a voto), uma das exigências para integrar o segmento.
Atualmente, a companhia conta com as ações AXIA3 (ordinárias, que devem permanecer se a proposta for adiante), AXIA5 (preferenciais classe A1), AXIA6 (preferenciais classe B1) e AXIA7 (preferenciais classe C).
A empresa informou que recebeu autorização da B3 para “tratamento excepcional” das ações preferenciais classe A1 (PNA1), classe criada na operação que permitiu a distribuição de R$ 30 bilhões em reservas de lucro da companhia elétrica por meio de bonificação de ações.
Segundo a Axia, a conversão das PNA1 em ações ordinárias não será condição para a migração ao Novo Mercado, sendo que a B3 reconheceu “as particularidades desta classe de ações, como o elevado grau de pulverização e a representatividade imaterial no capital social da companhia (0,005% do total das ações de emissão da companhia)”.
“Assim, a migração ao Novo Mercado ocorrerá mesmo se a companhia não tiver êxito na assembleia especial de acionistas titulares de ações ‘PNA1′”, diz o documento.
Neste cenário, a assembleia de acionistas deverá aprovar reforma estatutária para conceder aos titulares das PNA1 o direito de voto pleno, em respeito ao princípio do “uma ação, um voto” que determina o regulamento do Novo Mercado.
Pela proposta da administração da Axia, as ações PNA1 e PNB1 — outra classe de preferenciais criada na estrutura para distribuição de reservas — deverá ocorrer na razão de 1,1 ação ON para cada 1 ação PNA1 ou PNB1.
*Com informações da Reuters