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Azul (AZUL53) derrete até 50% após conclusão de oferta de ações e homologação de capital; o que está acontecendo?

19 fev 2026, 16:28 - atualizado em 19 fev 2026, 16:30
Azul
(Imagem: Wikiamedia)

As ações da Azul (AZUL53) chegaram a derreter 50% no pregão desta quinta-feira (19), após a companhia concluir sua oferta de ações e homologar aumento de capital, que totalizou R$ 4,987 bilhões.

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Na B3, as ações AZUL53 recuavam 34,51%, a R$ 167, por volta de 16h (horário de Brasília). Acompanhe o tempo real.



Na noite de quarta-feira (18), a companhia informou ao mercado que o conselho de administração da aérea aprovou e homologou um aumento de capital dentro do limite autorizado, com a emissão de aproximadamente 45,5 trilhões de novas ações, ao preço de R$ 0,00011 por ação.

Com a operação, os acionistas sofrem forte diluição, em meio à conversão de dívidas em ações.

Após o aumento, o capital social da Azul passou a R$ 21,7 bilhões, dividido em cerca de 54,7 trilhões de ações ordinárias, já considerando os efeitos do grupamento. Na semana passada, a companhia aprovou em Assembleia Geral Extraordinária o grupamento de ações na proporção de 75 para 1.

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O preço por ação seguiu os termos do plano e foi definido com desconto de 30% sobre o valor econômico pós-money da companhia, estimado em US$ 1,78 bilhão. A oferta foi direcionada principalmente a acionistas com direito de preferência e a investidores profissionais. Detentores de ADRs não participaram da oferta prioritária.

Já o preço por cesta de ações, ajustado pelo grupamento, foi fixado em R$ 189,48, equivalente ao valor por ação multiplicado por 1,7 milhão de papéis.

A oferta de ações é mais um dos passos do plano de recuperação judicial da aérea nos Estados Unidos (Chapter 11), que visa captar recursos e a capitalização de créditos ligados ao financiamento DIP (Debtor in Possession).

Para assegurar a viabilidade e a concretização da captação, a Azul informou ter firmado compromissos de investimento que somam até US$ 951 milhões (cerca de R$ 5 bilhões na cotação atual).

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A United Airlines, por exemplo, assumiu o compromisso de subscrever ações no montante total de US$ 100 milhões. Já um grupo de investidores âncora assumiu compromisso de subscrição de até US$ 750,75 milhões, com possibilidade de um aporte adicional de US$ 101,5 milhões.

Movimento é positivo?

O Bradesco BBI avalia a notícia como positiva para a Azul, que avança nas etapas finais necessárias para concluir o processo de Chapter 11.

“A confirmação de que a companhia já assegurou os recursos para financiar o DIP reduz incertezas relevantes e reforça a visibilidade de uma reestruturação bem-sucedida. Os aportes adicionais de investidores estratégicos e credores fortalecem a estrutura de capital e ampliam a confiança na retomada operacional pós-reorganização”, dizem os analistas.

Ainda que do lado da empresa, os processos envolvendo o plano de reestruturação da companhia vêm causando grande diluição da base acionária e fortes oscilações nas ações. Não é de hoje que movimentos dessa dimensão são observados nas negociações.

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O analista Enrico Cozzolino, estrategista de investimentos da Zermatt Partners, pondera que a queda acentuada das ações reflete justamente essa diluição significativa para os acionistas existentes, tendo em vista a emissão massiva de ações a um preço com desconto.

Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos da Axia Investing, avalia que os sucessivos aportes em troca de ações e emissão de papéis fizeram com que o papel valha muito pouco.

Ele avalia que a companhia pode eventualmente realizar uma oferta pública de aquisição de ações para fechar o capital da companhia em algum momento.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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