Empresas

Azul (AZUL53) propõe grupamento de ações na proporção de 75:1; entenda

26 jan 2026, 7:58 - atualizado em 26 jan 2026, 7:58
Azul
(Imagem: iStock/Matheus Obst)

O conselho de administração da Azul (AZUL53) propôs aos acionistas um grupamento de ações na proporção de 75 para 1. A votação em assembleia geral extraordinária está prevista para 12 de fevereiro de 2026, às 11h, de forma 100% digital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A proposta da Azul visa adequar o número de ações aos parâmetros e limites operacionais aplicáveis no mercado secundário.

Na prática, o grupamento reúne 75 ações para formar uma, sem mudar o valor do capital social da companhia, que permanecerá no montante de R$ 16,77 bilhões, mas passará a ser dividido em 9,253 trilhões de ações ordinárias.

A proposta será submetida aos acionistas junto com outras decisões relacionadas à conclusão do plano para deixar o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).

Entre as demais propostas está a alteração e reformulação do Estatuto Social da Azul; a destituição de todos os atuais membros do conselho; e a eleição de novos membros, sendo que as propostas estão condicionadas à conclusão do plano do Chapter 11.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Novo aporte e oferta de ações no radar da Azul

Na última semana, a Azul aprovou a atualização do seu plano de negócios, confirmou novos aportes para antecipar a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) e anunciou que realizará uma nova oferta de ações, que deve diluir ainda mais a base de acionistas da companhia aérea.

De acordo com o fato relevante, a companhia realizará uma nova oferta pública para captar até US$ 950 milhões. Nos termos do contrato de compromisso de apoio firmados com determinados stakeholders (partes interessadas na Azul), esta oferta será ancorada por eles e também contará com um ou mais investidores estratégicos, conforme o plano de Chapter 11.

“Conforme adicionalmente previsto no referido plano, as ações emitidas no âmbito da oferta pública – novos recursos serão emitidas a um preço que representa um desconto de 30% em relação ao valor da Companhia definido no Plano do Chapter 11, e tal emissão deverá resultar em diluição adicional aproximada de 80% da base acionária então existente”, coloca a Azul.

A companhia anunciou, ainda, que determinados credores e partes interessadas da Azul concordaram em realizar um aporte adicional de US$ 100 milhões para apoiar a saída do Chapter 11, permitindo que ocorra antecipadamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Tal investimento incremental de US$ 100 milhões, juntamente com a garantia firme de subscrição de US$ 650 milhões no contexto da oferta pública de saída do Chapter 11 e dos US$ 200 milhões a serem investidos por investidores estratégicos, elevará o montante total de investimentos a serem captados pela Companhia de US$ 850 milhões para US$ 950 milhões”, diz o documento.

A estimativa é de que a Azul deixe a recuperação judicial com uma alavancagem líquida pro forma de 2,5 vezes. A saída do processo é aguardada para fevereiro deste ano.

*Com informações da Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar